Quanto vale a sua palavra?

1618 Palavras
Valeria Richardson estava presa há duas semanas por agressão. Isso tinha sido parte da família Sinclair, uma forma de se vingar das poucas pequenas queimaduras que Elena recebeu nas costas, tão insignificantes quanto as mesmas queimaduras que Valéria recebeu em suas mãos ao tentar tirá-la do fogo e que já haviam curado. Eles a deixaram fazer uma ligação quando ela entrou na cadeia na primeira noite, mas só serviu para ligar para sua mãe e dizer para ela não se preocupar, apenas um vizinho respondeu para dizer a ela que sua mãe estava de cama por causa dela e do que ela tinha feito para a família Sinclair ao levar o marido de Elena, além de jogá-la no fogo para machucar seu corpo para que Adrien não a amasse. Sua mãe ficou tão chocada com o que sua filha fez que ela teve um ataque cardíaco e isso a deixou na cama, onde foi salva graças àquele vizinho que chamou a emergência na hora, mas sua saúde era delicada e sua filha estava presa, mais toda a vergonha com que carregava para aquela família que só lhes estendia a mão e com o quão ingrata a filha havia sido. Ela estava em uma cela comum e fedorenta com outras duas mulheres que não paravam de brigar, trocar de cama e comer sua comida, mas pelo menos não bateram nela, com isso Valeria estava contente. Naquela terça-feira de manhã, ela recebeu uma visita, não fazia ideia de quem poderia ser. Nenhum de seus amigos sabia que ela estava lá, sua mãe estava na cama e o d***o iria visitá-la antes de Adrien. Mas para sua surpresa, era Elena Sinclair. Ela chegou radiante e linda como sempre, andou como se estivesse em uma passarela e as roupas que ela vestia eram dignas de uma. Ela balançou os cabelos com elegância e tirou umas luvas que estava usando nas mãos dedo a dedo , com postura e tranquilidade, os saltos eram tão altos, que ela se elevava sobre todos os presentes, além de suas pernas longas e elegantes, seus quadris balançavam o lugar, conseguindo cativar a atenção de todos. - Valeria Richardson, chegue mais perto. - ordenou um dos guardas. - Estenda as mãos para colocar as algemas. Você tem uma visita. - Ela estendeu as mãos e as algemas foram colocadas nelas. Não era como se eles fossem muito longe, apenas mais alguns metros em alguns assentos desbotados. Isso era um distanciamento e não havia os confortos que Elena estava exigindo para sua visita. - Eu não vou sentar nessa coisa. - disse com desgosto, vendo que Valéria já estava sentada. "Bem, levante-se, princesinha." - o guarda lhe disse. - A visita começa agora, você só tem dez minutos e já tem nove. - Então cale a boca para eu começar a falar - o guarda, que tinha que estar presente, ficou em silêncio para que Elena falasse. Ela pegou alguns papéis da bolsa Gucci que estava pendurada em seu braço esquerdo e os colocou sobre a mesa desbotada. - Pegue-os. Agora mesmo vou encontrar uma caneta para você - ela remexeu na bolsa e tirou uma caneta azul. - É isso, são os papéis do divórcio, assine-os. Quando Valéria ouviu "divórcio", uma corrente de ar a atingiu, fazendo-a estremecer tão intensamente que suas lágrimas saíram. - Por que ele não veio? - Era mais do que óbvio, Adrien Mckenzie nem queria ver o rosto da esposa. - O que você quer do Adrien? Até recentemente, havia apenas dois completos estranhos, você era a funcionária dele e a mulher que era adotiva na casa dos meus pais. Por que Adrien viria vê-la nesse lugar? Vocês estão casados ​​há apenas algumas semanas, também não faça a sofrida, apenas assine. Será mais fácil para todos. Valeria pegou os papéis o melhor que pôde e começou a lê-los. Abaixo, onde as assinaturas eram exigidas, estava a de Adrien. Tudo estaria acabado se ela assinasse. Tudo estaria acabado se ela assinasse? Como ela sairia daquela prisão? Se ela não valia mais nada para os Sinclair, e ainda por cima não era mais a esposa de Adrien, a nova Sra. Mckenzie, então eles não iriam comê-la viva? Ela olhou para a assinatura de Adrien novamente. " Onde está a sua chamada palavra? Deveríamos estar casados ​​por um ano, mas... ele jogou o que disse no lixo, exatamente como eu pensei que faria. Ele me toma por boba, todos me tomam por boba, me veem como uma inútil que pode ser usada, pisoteada, espancada e até cuspida. Se eu assinar o divórcio, ninguém vai me tirar desta cadeia, mas se eu disser que a Sra. Mckenzie está naquela jaula fedorenta e cheia de mijo, eles vão prestar mais atenção em Valeria Mckenzie do que em Valeria Richardson. Como você quer que eu assine quando você me prometeu um ano? Agora ela seria apenas a ladra de marido, aquela que traiu os Sinclairs, a mulher que vale menos que um cão de rua sarnento. Não, eu não poderia fazer isso comigo mesma. " - Diga ao Adrien que se ele quiser que eu assine o divórcio, ele mesmo pode vir me pedir. As duas semanas de lua de mel ajudaram você a se livrar do bebê que está esperando e que não é do Adrien? - Ela viu como o rosto de Elena ficou pálido sabendo que Valeria sabia seu segredo. - Ah, acho que sim ou estaria em apuros. - Não sei do que você está falando, Valeria, o Adrien não vai entrar nesse lugar só para você assinar o divórcio. - Bem, eu não assino. Com licença, guarda. Quero terminar esta visita. - Valeria se levantou e saiu com o guarda. Suas algemas foram removidas e a cela trancada. Dez minutos depois, Adrien Mckenzie estava na frente da cela. Ele definitivamente queria o divórcio para que chegasse a esse lugar. - Você quer entrar ou prefere que eu a tire? - perguntou o segurança. - Desnecessário. Vou falar com ela daqui, só vai levar alguns segundos. - Tudo bem, senhor. As outras duas mulheres que estavam lá dentro, notando o rosto bonito daquele homem que chamavam de senhor, se aproximaram de Valéria. - Por que aquela linda senhora vem te ver e agora esse lindo homem? - Ele é meu marido. - Valéria confessou e as mulheres ficaram maravilhadas. - Bem, vá falar com ele! - Não o deixe esperar, você está louca? - Não, ainda não. - Da última vez ele tinha visto a humilhação dela e não fez nada, agora era ele quem tinha que falar primeiro. Adrien a encarou com olhos brilhantes, esperando que ela corresse, precisando falar com ele, mas Valeria apenas o observava sem sequer vacilar. Não, ela não chegaria perto. Esta foi uma luta silenciosa entre os dois e seria necessário ver quem venceria. O vencedor seria aquele que teria que ceder. - Valeria. - Adrien Mckenzie finalmente disse, não querendo ficar um minuto sequer ali, com aquele cheiro forte de urina e tantas outras coisas. - Se aproxime. Vamos falar sobre divórcio. As duas mulheres assistiram com admiração quando Valeria venceu o primeiro turno contra o homem poderoso que a observava por trás das grades. Ela se levantou, suas nádegas esmagadas pela madeira dura do assento que não amolecia, seu hálito cheirando m*l, ela sabia, então ela manteve distância de Adrien. - O que você veio fazer aqui? - Ela perguntou com relutância. - Quero que assine o divórcio. Isso nunca deveria ter acontecido, vamos abreviar isso e seguir nossos caminhos separados. - Eles nunca estiveram juntos. - ela disse. - Não há nada para separar. - Você está dizendo que vai assinar o divórcio? - Digo que... a nova Sra. Mckenzie está presa em uma cela imunda, junto com duas prostitutas imundas que não param de brigar, se tocando à noite e comendo minha comida. Quem tem que saber disso para a imprensa saber? Olhe para mim, estou em condições de assinar os papéis do divórcio? Não, estou fedendo, quase nenhuma água toca meu corpo, não durmo bem e estou com muita fome. - Você quer que eu te tire daqui, então você assina os papéis? Adrian parecia confuso. - Você não está entendendo, Adrien. - Ele apertou a mandíbula quando ela disse seu primeiro nome. - Eu sou sua esposa, a coisa mais valiosa que você tem, algo que é respeitado e é sua palavra, você está jogando fora ao lado desse banheiro podre. Você não me deu sua palavra de que ficaríamos casados ​​por um ano inteiro? - Ela se virou para olhar para seus companheiras de cela. - Meninas, não confiem na palavra de um homem rico, não serve para vocês e eles andam por aí dando como se fosse ouro. É melhor quando falam com dinheiro, sua palavra não vale nada para eles. - É verdade! Como eles nos fodem, mas eles nunca cumprem! - São os piores. Como ratos de esgoto! Ao ouvir as mulheres insultarem sua palavra, Adrien ficou fora de controle, agarrando as barras sujas e se aproximando delas. - Minha palavra vale o que eu digo que vale, e vale muito. Mas ... - Opa! Senhor McKenzie! Suas mãos ficarão sujas. - Valéria disse zombeteiramente, as meninas se juntaram a ela e começaram a xingar o homem rico que não tinha palavra. - Cala a boca, p***a! Minha palavra vale mais que a vida das três! Um ano será como mil anos ao seu lado, cheio de agonia, mas será pior para você. - Ele disse muito friamente. Ele se afastou dali e minutos depois Valéria já estava fora da cela. Estava livre.
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