Deixa eu te explicar

1371 Palavras
Parou com o táxi em frente à casa dos Sinclair, onde morava há vários anos, pegou sua mala e parou na porta. Ficou com medo de entrar. Ela não os encontrou quando saiu para a lua de mel porque estavam com a filha, na casa dela e de Adrien, mas agora estava com medo de que pudessem estar em casa. Ela tirou a chave da bolsa e abriu a porta o mais suavemente possível para não fazer barulho, pegou a mala e foi até onde era seu quarto, quando abriu a porta não tinha nada lá, nada do que era dela, nem um pequeno vestígio dela, de que este era o seu quarto, ela estava confusa. Olhou pela janela do pátio interno, vendo até suas calcinhas espalhadas no chão e Elena jogando suas coisas sobre uma fogueira improvisada, seus pais sentados de um lado se divertindo com a cena. Ela correu para fora da sala, parando ao ouvir uma estranha conversa entre os Sinclairs. - Você foi uma i****a, quando o casamento finalmente acontece, você não vai, depois de tudo que fez para ficar com aquele homem. - Seu pai disse. - Fiquei com medo de que o Adrien descobrisse que eu estava grávida, então não quis comparecer, adiar o casamento e ter tempo para cuidar desse assunto. Para o tempo que tenho, ele estava em uma viagem de negócios, saberia que não era dele. O que ele não contava era que se casaria com a sonsa da Valéria. Eu nunca o imaginei chegando com aquela mosca morta! - Imagine a surpresa que nós, que estávamos lá na igreja, sentimos. Foi um show e tanto. Valeria não podia acreditar em seus ouvidos. Saiu para o pátio como se não tivesse ouvido nada, conseguindo recolher algumas coisas. - A c****a exploradora chegou! - Elena exclamou, ela se aproximou dela e puxou seus cabelos, tirando de suas mãos as coisas que ela havia pegado e jogando-as no chão, ela tentou empurrar Valeria perto do fogo, mas ela não se deixou. Ramsés, o pai de Elena, veio em seu auxílio, dando um t**a no rosto de Valéria e jogando-a no chão. - Como bem te tratamos! Você roubou o marido da minha filha! ele disse com raiva. Valeria tocou o rosto com a mão trêmula, sentindo a dor na bochecha e no joelho raspado da queda. - Saia da nossa casa! - Emma gritou com ela, indo até o marido e vendo Valeria deitada ali. - p**a ingrata! Vou me certificar de que sua mãe saiba o que você fez. Até um cão de rua sarnento é mais fiel que você! Assustada, Valéria se levantou e se afastou deles, tentando levar algumas coisas que eram de grande valia para ela. Elena foi detê-la, lutando com Valéria até que ela o tirou, ela correu em direção ao fogo e jogou alguns diários de Valéria, junto com algumas roupas que sua mãe havia comprado para ela com muito sacrifício e outras que herdou dela. Quando Valéria viu que Elena tentava jogar fora a única coisa que restava de seu pai, uma foto com ele que sua mãe lhe havia confiado para lhe dar forças, não hesitou em tentar arrancá-la das mãos de Elena, mas a foto caiu no fogo e com lágrimas nos olhos ela viu como o fogo a devorou até que ela virou cinzas e não sobrou nada. Ela encarou Elena, cheia de raiva, e deu um soco no rosto dela. Todos ficaram surpresos com a resposta da submissa Valeria, mas Elena retribuiu o t**a com ainda mais força, sem se intimidar Valeria lutou com ela, percebendo que Elena queria jogá-la no fogo, empurrando-a cada vez mais, sentiu o quente em sua perna esquerda e ela empurrou mais forte para se livrar do aperto de Elena em seus braços. Entre as lutas, Valéria mudou de posição e agora era Elena quem estava contra as chamas, Valéria ia para trás para tirá-la de lá, mas... Elena sorriu para ela e soltou o aperto que tinha nos braços de Valéria, pois quando Valeria quis reagir, Elena já estava caindo no fogo. Ele a ajudou a sair de lá enquanto Elena gritava de dor, as mãos de Valeria receberam algumas queimaduras, mas não tanto quanto Elena. Seus pais chateados foram ajudar a filha, a mãe chamou uma ambulância e Valéria não sabia o que fazer. - Olha o que você fez com a minha filha! - Ramsés cuspiu, segurando o corpo de sua filhinha. Valeria olhou para as mãos e se levantou. As sirenes da ambulância foram ouvidas e quando Valéria olhou para trás, Emma vinha em sua direção com um pedaço de p*u para bater nela, saiu correndo dali, passando pelo meio da casa, não pegou sua mala que ainda estava no quarto e simplesmente fugiu enquanto os paramédicos chegavam. Ele conseguiu pegar um táxi para longe dali, sem rumo. Ela sabia que tudo estava errado, que tudo iria piorar e que este casamento só lhe traria muitos problemas. Ela decidiu ir ao hospital para tratar as mãos das queimaduras que recebera. Estava esperando no pronto-socorro, porque estava lotado e como não era tão grave, e ia trocar o plantão. Ela se levantou quando viu Adrien entrar pela porta da sala de emergência. Seus passos a levaram até ele, sentindo seu olhar carregado de ódio, se dando conta de que era impossível ele estar ali por ela. Vendo toda aquela aura n***a batendo nela, vindo de Adrien, ela recuou instintivamente, ele pegou seu braço e a levou para o lado, levando-a para perto de alguns assentos vazios, longe da multidão. - Se Elena ficar com o corpo marcado pelo que você fez, vou fazer você pagar caro, v***a. Você acaba de chegar e jáfoi esfregar na cara de Elena que eu sou seu marido? Você é tão c***l para queimar uma pessoa?! Você vai para a cadeia! Os Sinclairs não vão deixar ficar assim e eu te disse que não ia te proteger deles! - A empurrou descuidadamente deixando Valeria desequilibrada prestes a cair no chão. Adrien estava perdido entre as pessoas em busca de sua amada Elena. Quando chegou a vez de Valéria, seu coração doía mais que as mãos queimadas, ela estava arrasada, sem forças, tudo caía sobre ela e aquele homem continuava a odiá-la com a mesma intensidade de antes, talvez um pouco mais. Ela saiu com as mãos enfaixadas, apenas para encontrar Emma Sinclair esperando por ela do lado de fora. A senhora não hesitou em se aproximar e começou a espancá-la até a exaustão. Além do fato de Valeria não poder se defender por causa de suas mãos enfaixadas, ela também não ousou levantar a mão contra a Sra. Sinclair que a acolheu em sua casa. Deitada no chão, enquanto as pessoas passavam ao seu lado e observavam o quão patética ela parecia ali, toda empoeirada e chorando, ela caiu de joelhos quando Emma parou de bater nela e pediu desculpas várias vezes, ao que Emma agora o acertou no rosto com a bolsa. O que mais poderia acontecer com Valéria? Tantas coisas ruins estavam acontecendo com ela que seria normal ela ser atropelada por um carro, assaltada ou até mesmo morta. Em suma, tudo estava tão r**m quanto ela jamais imaginara. Emma saiu e Valeria conseguiu se levantar, só para ver como seu marido saiu dirigindo uma cadeira de rodas na qual Elena Sinclair estava sentada, que ao vê-la, gritou de terror, assustada com a presença de Valeria. Adrien deixou a cadeira nas mãos de Ramsés e foi até Valéria. - Por que diabos você ainda está aqui? - Ele olhou para suas roupas empoeiradas, suas mãos enfaixadas e seu rosto machucado e apenas continuou a sentir ódio daquela mulher, considerando que tudo o que lhe acontecia era bem merecido. - Vá embora! Saia! Você assusta Elena. - Adrien, eu posso explicar o que aconteceu. - Pare de me chamar pelo meu nome! Espero nunca ter que ver seu rosto novamente. - Mas… - ela olhou nos olhos dele e tremeu de medo, ela observou a família Sinclair atrás e então saiu de lá, ela não tinha nada a ver com aquele lugar, com aquela família ou com aquele homem.
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