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REIVINDICADA PELO DONO DO MORRO. uma obsessão perigosa

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Sinopse

Sinopse:

Melina tem apenas 19 anos, mas já carrega nas costas um peso que destruiria muita gente. De dia, trabalha na padaria do bairro; à noite, tenta estudar pra mudar de vida — ou pelo menos fugir da realidade sufocante do morro do Fubá. Em casa, enfrenta o vício do meio-irmão e os abusos do padrasto, enquanto o morro vive sob o comando de um nome que impõe medo e respeito: Jimi Bravo, o dono do pedaço, tem 37 anos, quase dois metros de altura e uma fama de crueldade que o tornou lenda viva entre os becos.

Quando o BOPE invade o morro e jimi Bravo é preso, o caos se instala. A mãe de Melina é morta em meio ao fogo cruzado, deixando a menina sozinha com o irmão e o padrasto — dois homens endividados com o crime. Para salvar a própria pele e evitar a morte dos dois, Melina é obrigada a pagar a dívida com o corpo, numa visita “íntima” que deveria ser rápida, sem sentimentos, sem retorno.

Mas o que começou como pagamento vira obsessão.

Jimi Bravo sai da cadeia decidido a reivindicar o que é dele — e na cabeça dele, Melina agora é sua posse. Entre o medo, o desejo e a culpa, ela se vê presa a um homem que domina o morro e a mente dela, numa história marcada por violência, paixão e poder.

Uma garota quebrada.

Um homem sem limites.

Um amor que nasce das sombras e consome tudo ao redor.

Nem o morro, nem o coração de Melina sairão ilesos dessa guerra.

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PRÓLOGO
Prólogo — Reivindicada pelo Dono do Morro O barulho dos helicópteros cortava o céu do Fubá como lâminas. A madrugada, que sempre foi barulhenta por causa do funk e das risadas nos becos, naquela noite virou um campo de guerra. Tiro, grito, choro. O som do medo invadindo cada casa. Melina se jogou no chão junto da mãe quando as rajadas começaram. A parede trincou, a luz piscou, e o cheiro de pólvora tomou conta do ar. Lá fora, o morro ardia — o BOPE subia com tudo, e o nome que ecoava pelos rádios e pelas bocas era o mesmo que fazia todo mundo estremecer: Jimi Bravo, o dono do morro. Os homens dele tentavam resistir, mas a invasão foi mais rápida. Quando o dia amanheceu, a fumaça ainda subia dos barracos, e a mãe de Melina estava caída no chão, baleada. A menina, com os joelhos sujos de sangue, gritava o nome dela, mas ninguém respondia. O irmão, chapado, não sabia o que fazer. O padrasto, trôpego, procurava a próxima pedra pra esquecer o que tinha acontecido. O morro, que antes tinha dono, agora parecia órfão. Jimi Bravo foi levado preso, algemado, cabeça erguida, sem olhar pra trás. Diziam que ele ficou calado o tempo todo, que nem tentou correr. Só encarou os policiais como quem sabe que o poder dele não terminava ali. E não terminou. Mesmo dentro da cadeia, o nome dele continuava sendo lei no Fubá. Quem mandava no morro agora era Gino, o braço direito, homem frio, fiel, que sabia fazer as vontades do chefe mesmo sem receber ordens diretas. Foi ele quem manteve o tráfico de pé, os aliados alinhados e as regras de Jimi Bravo vivas. — O início de tudo Capítulo 1 Narrativa de Jimi Bravo Me chamo João Marco, mas aqui no Fubá todos me conhecem como Jimi Bravo. Por que Jimi Bravo? — porque, desde pequeno, não tenho medo de nada. Cresci no meio da violência; vi meu padrasto matar minha mãe e minha irmã a marretadas. Eu tinha 12 anos — foi quando matei pela primeira vez. Peguei a arma que o filho do chefão do morro me emprestou. Estudávamos juntos; eu contei para ele que tinha vontade de matar meu padrasto, e ele me ofereceu a arma do seu pai. Claro que eu peguei e guardei no meu armário da escola. Quando saí pela manhã, meu padrasto chegou bêbado e gritando. Minha mãe e minha irmã, que era sua filha de apenas oito anos, disseram que, se ninguém levantasse, ele ia matar todo mundo. Levei aquilo na brincadeira e saí; fui para a escola. Cheguei na escola — teve só duas aulas — comi merenda e, ao voltar para casa, passei no meu armário e peguei a arma que o meu amigo havia me emprestado; ia devolver a ele. Quando cheguei em casa estava uma maior gritaria. Minha irmã gritando, e a minha mãe já não gritava mais. Quando eu entrei, vi aquele circo de horror: minha mãe caída no chão e o meu padrasto batendo com a marreta na cabeça da minha irmã, que caiu em seguida por cima da minha mãe. Tirei a pistola da bolsa, apontei para o seu peito e disse: — Vou te matar. — Ele sorriu e disse: — Moleque, você não sabe usar isso. — Me dá isso aqui. — E sorriu de novo: — Vou tomar da sua mão e vou fazer com você o que eu fiz com elas duas. — Foi quando fechei os olhos e atirei três vezes no peito dele. Ele caiu com os olhos arregalados, sem acreditar que eu tinha feito aquilo. Corri até a boca e me abracei com Vapor, um amigo, um senhor de mais ou menos quarenta anos. Ele perguntou o que foi. Eu disse: — Meu padrasto matou minha mãe e minha irmã. — Na mesma hora o chefão e mais três levantaram e disseram: — Vamos lá. — Não tive nem tempo de dizer que eu havia matado o meu padrasto; quando eles chegaram lá encontraram aquela cena: minha irmã caída por cima da minha mãe, com a cabeça esmagada, e o meu padrasto sentado no chão com três tiros no peito. — Quem fez isso? — perguntou. — Fui eu. — Disse. — Você tem arma em casa? — o chefão perguntou. — Não — eu disse — o seu filho me emprestou a sua. Eu fui lá para te entregar. Como meu filho pegou minha arma? - eu não sei. Eu contei para ele que meu pai, toda vez, batia na minha mãe e na minha irmã. Ele pegou a sua arma e disse que, quando ele fizesse isso, era para me assustar ele. Ele disse pra mirar para cima, mas hoje, quando eu cheguei, encontrei ele… matou a minha mãe e a minha irmã. Não pensei duas vezes: atirei três vezes no peito dele. O chefão olhou para mim, deu uma gargalhada e me levantou com uma mão só; na época eu era bem franzino. O chefão mandou dar um enterro digno para minha mãe, e minha irmã. e o meu padrasto. Ele mandou que jogassem o corpo para os pitbulls que ele tinha atrás da boca, e assim fizeram. Mandou limpar toda a minha casa, que era alugada, e me levou para morar com ele. Me criou, me ensinou tudo que sei hoje. Em uma invasão da polícia mataram o chefe e seu filho, na época mais velho que eu. Foi quando todos ficaram assustados. O morro estava sem dono e eu era o único que não tinha medo de nada: enfrentava tudo e sabia tudo, porque o chefe tinha me ensinado as artimanhas do morro — como também ensinou ao seu filho Arthur. Ele me chamava de João, o Bravo, e meu irmão de alma me chamava de Jimi, porque dizia que eu parecia com um ator da televisão. No dia do meu batismo na facção, eu assinei Jimi Bravo e estou até hoje com esse vulgo. Desde então tomei posse do Morro do Fubá. Sou temido, respeitado por todos os moradores deste lugar. Em todas as invasões estou sempre na frente, trocando — boto a cara; quem subir vai ter que descer sob chumbo grosso. Estou sabendo que vai ter uma invasão no morro; estamos nos preparando para esse dia. Já falei com Gino para tomar conta da parte sul da comunidade e não deixar que invadam este lugar. Ontem estávamos na boca contando dinheiro quando Lukinha entrou desesperado, quase botando os bofes para fora, e disse: — É amanhã, é amanhã, eles vão atacar amanhã! — Eu falei para ele: — Cala a boca, fala devagar. — Ele disse: — O nosso informante lá de dentro, do BOPE, falou que eles vão subir para te pegar; e, se você não se entregar, eles vão matar muita gente aqui no morro. Você sabe, Jimi, quando eles sobem eles fazem estrago. É melhor nos prepararmos para que eles não passem da contenção — vamos fazer barricada essa noite. Quando caiu a noite, começamos a fazer barricada: muitas barricadas, muito concreto, para que eles não subissem. Mas, antes do dia amanhecer, uma senhora passou e falou: — Quero fazer uma oração por vocês. — Eu aceitei na hora e Gino também aceitou. Ajoelhamos ali mesmo e ela disse, em oração: — Senhor, aqui estão os seus filhos de joelhos, esperando uma palavra sua neste momento. Em teu nome eu abençoo os dois e te peço, Senhor, que dê livramento de morte a cada um deles. Não deixe que os moradores sofram as consequências do erro que não são deles. Faça o que tiver de fazer, mas não deixe que o morro sofra. Cubra-os com teu sangue e mostra o caminho que eles devem seguir, tomando uma certa decisão. Amém. Quando acabou de orar, aquela mulher disse: — Vejo você atrás das grades, vejo você sofrendo, mas também vejo uma redenção. Uma mulher vai cruzar o seu caminho e vai trazer uma esperança que você nunca teve. Acredite: esse coração de pedra seu vai ser demolido e vai entrar aí um coração de carne. Fica com Deus; que Deus abençoe vocês dois e derrame sobre esta comunidade a paz. — E a mulher foi embora, sumiu na esquina. Olhei para o Gino e disse: — O que foi isso? — Ele falou: — Não sei. Eu a vejo sempre passando com a bíblia embaixo do braço; ela nunca olhou para a gente. De repente ela olhou e ainda fez oração. Que bom, pelo menos a gente vai ser abençoado se morrer na mesma hora. — Falei: — Tá repreendido. Não quero morrer agora; se tem algo de bom para mim no fim desse túnel, eu quero aproveitar tudo. Fui para casa porque passamos a noite toda ali fazendo barricada. Dormi. Acordei com os fogos estourando no céu, muito tiro, muito tiro. Corri, troquei de roupa rápido, botei o fuzil nas costas, colete no peito — desse morro atirando. Encontrei Gino falando: — Eles estão pesados, estão subindo forte, nem a barricada segurou. O caveirão, as escavadeiras, tão matando tudo que vem pela frente. O que vamos fazer, Senhor? — Na hora pensei nas palavras daquela mulher e peguei o megafone. Chamei o capitão do BOPE; perguntei se, se eu me entregasse, eles cessariam o fogo. Ele disse que sim. Joguei as armas no chão e desci o morro. Gino pediu: — Não faça isso, não faça isso! — Eu olhei para trás e disse: — Toma conta do meu morro, eu vou voltar. — Fiquei de mão para trás; fui algemado, e aqui estou eu, na cadeia. Já se passaram várias mulheres: entraram e saíram aqui, mas nenhuma delas é a mulher que a senhora falou. Agora é esperar.

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