Iris O vento frio da noite sussurrava entre as árvores, trazendo consigo memórias que eu jamais poderia esquecer. A clareira onde eu e Albert costumávamos brincar parecia menor agora. Eu conseguia me ver, pequena e destemida, correndo com ele entre as flores, sem me importar com o que o mundo dizia sobre mim. Minha mãe sempre me dizia que a impetuosidade era uma arma poderosa. "Não deixe que o medo te cale, Íris. O mundo já tenta nos silenciar o bastante." Ela me ensinou a enfrentar olhares de desprezo, a erguer o queixo mesmo quando as palavras cortavam como lâminas. E eu obedeci. Por anos, carreguei sua força dentro de mim, como uma lâmpada acesa em meio à escuridão. Albert era a única exceção. O príncipe que fugia do castelo para encontrar a filha da bruxa. Lembro-me da primeira vez

