Alessandro O zumbido abafado das risadas e a batida constante do baixo ondulam pelas paredes do clube, envolvendo-me em uma névoa espessa de fumaça, colônia barata e o doce aroma dos coquetéis. Giro o uísque no copo, observando o líquido âmbar dançar antes de tomar um gole lento. Sinto a ardência familiar descer pela minha garganta, aquecendo meu peito. Recosto-me no assento de couro macio, tomando outro gole com a calma de quem saboreia não apenas a bebida, mas o momento. Vários livros estão espalhados sobre a mesa à minha frente. Pego o mais próximo e começo a folheá-lo, analisando as entradas com o olhar treinado de quem conhece cada desvio, cada centavo sujo que passa pelas minhas mãos. Há algo estranhamente terapêutico nessa rotina: monitorar o fluxo de dinheiro dos meus negócios

