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DAVI NARRANDO O bar já tava ficando mais cheio, a música começando a subir, a iluminação ficando mais baixa, aquele clima de sábado à noite tomando conta. Eu tava ali na mesa com o Fábio fazia horas, e pela primeira vez em muito tempo… eu tava leve. Solto. Rindo de verdade. A terceira cerveja desceu fácil. A quarta também. Quando veio a quinta, eu empurrei devagar pro lado e pedi água. O Fábio arregalou os olhos. — UÉ? — ele riu. — Vai parar por quê? Tá velho, p***a? Eu dei um gole grande na água gelada e respondi, rindo: — Vou não abusar, né, mano. Já saí de casa dirigindo hoje… primeira vez depois de meses. Só quero curtir, não quero virar notícia no jornal, não. Ele bateu a mão no meu ombro, emocionado de bêbado. — c*****o, tô muito feliz que tu tá aqui. Muito feliz mesmo. Tu sa

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