ISABELA NARRANDO Eu já tinha visto a ultrassom umas dez vezes no celular, chorado umas oito e rido nas outras duas. Quando finalmente consegui respirar normal, estiquei a mão pro lado da cama e puxei o iPad. — Já começou — o Davi murmurou, com aquele sorriso de canto. — A mãe doida do enxoval. — Respeita a mãe do seu filho, por favor. — respondi, abrindo o navegador. — Ou da sua filha. Ele levantou uma sobrancelha. — Da Sofia. — corrigiu. Meu coração deu aquele pulinho bom. — Da Sofia… — repeti baixinho, só pra sentir o nome na boca. — Tá, se vier menina é Sofia. Se vier menino, a gente ainda briga. — Menino vai ser Miguel. — ele falou, como se já estivesse decidido há séculos. — Tá bom, pai do Miguel e da Sofia, calma aí. — ri. — Deixa pelo menos nascer um primeiro. Comecei a di

