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1005 Palavras

DAVI NARRANDO Eu tava socando meus limites ali dentro da academia como se fosse meu pior inimigo. O som do ferro batendo, o ventilador fazendo barulho no teto, o espelho enorme na minha frente… e eu ali, no meu mundinho, sozinho, suado, com o corpo inteiro queimando. Mas, pela primeira vez em muito tempo, não era queimando de raiva. Era de esforço. De vontade. As palavras do médico em Paris não saíam da minha cabeça. “Vous allez marcher.” “Você vai andar.” “Peut-être pas courir, mais marcher, oui.” “Talvez não correr… mas andar, sim.” Ele mandou eu gravar a data, o nome, tudo. E eu gravei. Tava tatuado dentro de mim. Puxei o cabo da máquina de tríceps com mais força, sentindo o braço tremer. O suor descia pelas costas, escorria pelo peito, grudava a camiseta em mim. Eu podia ter i

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