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1187 Palavras

ISABELA NARRANDO Eu ainda tava rindo sozinha por causa do cartão quando saí do quarto. Aquilo parecia piada. Davi Montezzano simplesmente me dando um cartão black como quem entrega a chave de casa. Guardei na capinha do celular, sacudi a cabeça e pensei: esse homem é completamente fora da curva. Desci pra cozinha e o cheiro já tava diferente. O risoto de camarão tava quase pronto, aquele cheiro amanteigado misturado com alho, cebola, vinho branco… confesso que era bonito de ver. O chefe tava concentrado, mexendo a panela com uma calma quase artística, como se aquilo ali fosse um ritual. — Tá ficando lindo isso aí — comentei, encostando na bancada. Ele sorriu de canto, daquele jeito de quem já ouviu muito elogio na vida. — Risoto não pode ter pressa, Isabela. É paciência e ponto certo.

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