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1097 Palavras

MARLENE NARRANDO A casa ficou grande demais depois que eles saíram. Grande e silenciosa. A Isabela tinha dispensado todo mundo mais cedo, dizendo que queria a casa tranquila quando voltasse. Eu concordei. Só não imaginei o quanto aquele silêncio ia pesar depois. Fiquei andando pela mansão sem rumo, devagar, quase pisando com cuidado demais, como se o chão fosse frágil. Olhava tudo. Tudo mesmo. As paredes altas, os quadros enormes, os porta-retratos espalhados pelos móveis caros. Parecia casa de revista. Bonita demais. Arrumada demais. Fria demais. Passei a mão num porta-retrato onde tinha uma foto do Davi antes do acidente. Forte, sorrindo, aquele ar de quem sempre teve o mundo na mão. Suspirei fundo. — Meu Deus… — murmurei sozinha. — Quanta coisa nessa vida. Entrei num banheiro en

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