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1272 Palavras

DAVÍ NARRANDO Eu ainda tava meio fora do eixo depois do que ela falou embaixo da Torre Eiffel. Não era choque, não era susto. Era… êxtase mesmo. Daquele tipo que deixa a gente meio bobo, meio i****a, com vontade de rir do nada e, ao mesmo tempo, chorar feito criança. Pai. Eu ia ser pai. A palavra batia na cabeça como um sino. Pai. Eu. Logo eu. O mesmo cara que meses atrás não queria nem sair da cama, que achava que a própria vida tinha acabado. Agora ali, em Paris, com a mulher que virou tudo de cabeça pra baixo, carregando um pedaço meu dentro dela. A gente tava no carro, rodando pelas ruas iluminadas, aquelas luzes douradas refletindo nos prédios antigos, tudo bonito demais, quase irreal. Isabela tava sentada ao meu lado, olhando pela janela com aquele sorriso bobo que não saía do r

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