Mesmo assim eu não me sentia menor. De canto de olho, vi o Davi do outro lado do salão. Cercado de homens importantes, falando com segurança, rindo de canto, sendo exatamente quem ele é naquele mundo. Em alguns momentos, ele olhava pra mim. Sempre olhava. Como se estivesse checando se eu tava bem. E eu tava. Não porque aquelas mulheres me aceitavam.Mas porque eu sabia exatamente quem eu era e por que eu estava ali. Segurei a taça com firmeza, endireitei a postura e continuei ali, ouvindo, observando ocupando um espaço que ninguém poderia me tirar. Eu tava sentada ali, tentando manter a postura, quando o garçom passou trocando as taças de todo mundo. A minha também. Na mesma hora, não resisti. Sorri de canto, mais pra mim do que pra elas. — Graças a Deus… — pensei alto demais. — Já tav

