Sentamos lado a lado, em cadeiras próximas à piscina. Nem muito perto, nem muito longe. Confortável. — Posso perguntar uma coisa? — ela falou, depois de alguns segundos. — Claro. — O senhor veio sozinho… sua esposa não veio? Suspirei antes mesmo de responder. — Marlene… — falei, com um meio sorriso cansado. — Quantas vezes eu já te falei pra parar de me chamar de senhor? Ela ficou vermelha na hora. — Desculpa… é costume. Respeito. Não consigo evitar. — Tudo bem — respondi. — Eu entendo. Mas pode me chamar de Joseph. Só Joseph. Ela assentiu, meio sem jeito. — Tá… Joseph. Gostei de ouvir meu nome assim, sem peso. — E respondendo à sua pergunta… não. Ela não veio. Marlene ficou em silêncio, respeitosa. Não pressionou. Não perguntou de novo. Isso me fez querer falar. — Meu casame

