Do outro lado da linha, ouvi ele respirar fundo. — O senhor pretende entrar com alegação de conduta desonrosa, exposição pública, ou algo do tipo? A imagem da Lúcia entrando no restaurante, batendo palma, humilhando a Marlene em voz alta, falando da minha família na frente de todo mundo, veio na mente como um soco. — Pretendo. — respondi, gelado. — Vai atrás de tudo. Ela vive se achando a rainha dessa cidade. Deve ter material de sobra. Vídeo, foto, depoimento, gente que ela humilhou, funcionário antigo, motorista, doméstica, vizinho. Quem precisar falar, vai falar. — Certo. — ele respondeu. — Se o senhor estiver mesmo disposto a endurecer esse processo, podemos sim trabalhar numa tese em que ela fique com menos do que ela espera. — Eu quero que ela fique com o mínimo. — corrigi. — Nã

