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746 Palavras

— Vem cá. — ele puxou a cadeira pra frente de uma vitrine linda, cheia de roupinha de bebê. — Olha isso aqui. Eu olhei. Bodyzinho minúsculo com escrito em francês, sapatinho minúsculo, macacãozinho de tricô. — Já pensou? — ele sorriu de lado. — Nosso filho usando um troço desses? — apontou pra um macacãozinho branco. — Ou nossa filha, né. Que cara de Maithê isso aqui, hein? Eu sorri. Pequeno. Rápido. Mas sorri. — Davi, é muito cedo pra comprar coisa, a gente nem sabe de quanto tempo tá… — tentei argumentar. — f**a-se. — ele respondeu, simples. — Eu quero olhar. Deixa eu ser pai b***a um pouquinho. Ficamos ali alguns minutos. Ele apontando, me fazendo imaginar, falando de berço, de carrinho, de quarto. Eu respondia, mas minha cabeça ainda insistia em voltar pro Brasil. A notificação

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