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700 Palavras

DAVI NARRANDO Depois que desliguei com o Marcelo, afundei na rotina que eu sabia fazer de olhos fechados. Planilhas, relatórios, gráficos, contratos. Abri o sistema, comecei a conferir números, cruzar dados de um mês pro outro. Tudo certo? Tudo batendo? Eu podia estar há meses afastado fisicamente, mas mentalmente eu nunca larguei disso aqui. Lucro, projeção, investimento, fluxo de caixa. Meu conforto é número. Número não mente, não dramatiza, não faz cena. Eu tava tão concentrado que quase não ouvi as três batidinhas na porta. — Pode entrar. — falei, sem tirar o olho da tela. A porta abriu, perfume forte invadiu a sala antes da voz. — Senhor Davi… Raquel. Minha secretária. Saia lápis, camisa justa demais pro ambiente, salto alto batendo no chão como se estivesse numa passarela e n

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