ISABELA NARRANDO Eu não sabia que era possível ficar com o rosto doendo de tanto sorrir, mas aparentemente era. A gente saiu da clínica com o envelopinho da ultrassom na mão, o vídeo salvo no pendrive e no celular do médico, e o Davi parecia um doido, rindo à toa dentro do carro. No caminho de volta ele já tava mandando o vídeo pra todo mundo. — Amor, calma — eu ria, com a mão na barriga. — Você nem deixou eu assistir direito ainda. — Assiste em casa, ué. — ele respondeu, sem tirar o sorriso da boca. — Agora eu tô ocupado divulgando meu filho pro mundo. Foi vídeo no grupo da família, no grupo dos funcionários, no privado da mãe, do pai, do Fábio, do Joseph, da Marlene… Se tivesse grupo “Mercado da Esquina”, ele mandava também. Assim que a gente entrou pelo portão de casa eu já senti

