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775 Palavras

Ela assentiu devagar, como se aquilo tivesse acertado um ponto que ninguém tocava. Silêncio. Até que eu soltei: — E a dona Bianca? — perguntei de leve, como quem não quer nada. — Deve ser difícil lidar com ela, né? Aquela mulher é um furacão. Isabela abriu a boca… e fechou. Olhou pro lado, desconversando. Ela desviou do assunto da Bianca na hora. Óbvio. Quem é funcionário novo tem medo até da própria sombra — imagina da esposa do patrão. Eu me sentei ali no murinho perto dela, mantendo uma distância que não fosse invasiva demais, mas também não fosse de quem tá cagando pra conversa. Cruzei os braços e fiquei observando ela beber o café devagar, como se quisesse se esconder atrás da xícara. — Pô… — soltei do nada, olhando pro jardim. — Você tinha que conhecer o Davi antes. Ela virou

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