— Isa… — a voz dele saiu mais baixa que o normal, rouca, sincera. — Obrigado. Eu franzi a testa. — Obrigado pelo quê? — Pelo que você fez hoje — ele respondeu sem tirar os olhos de mim. — Pelas porradas, pela coragem… por ter me defendido como ninguém nunca fez. E pelos barracos também. Aquilo lá… — ele deu um sorriso torto. — Vale mais que qualquer presente. Eu dei uma risadinha curta, porque se eu não risse eu chorava. — Ah, nisso você tem razão mesmo. — botei a mão no quadril, toda metida. — Porque, sinceramente, eu mereço MUITO mais que um celular e uma bolsinha, viu? Depois do show que eu dei ali… Ele ergueu uma sobrancelha. — É mesmo? Vai querer o quê agora? Eu fiz um gesto dramático com a mão. — Uma casa. — falei toda séria. — Lá em Visconde de Mauá. Já que você tá generoso

