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920 Palavras

O sol invadiu o quarto como se tivesse vindo especialmente pra me humilhar. — Fecha isso, mãe! Fecha, fecha, fecha! — eu reclamei, levantando a mão no ar como vampiro fugindo da luz. — Mas que frescura, Davi! O dia tá lindo lá fora! — Eu não quero dia lindo nenhum. Fecha. Ela suspirou, como quem já esperava minha ruindade. — Tá de mau humor por quê? Dormiu m*l? Eu virei o rosto devagar, estreitando os olhos. — Você combinou com a Isabela dela não voltar mais, foi? Ela parou. Me encarou. Fez aquela cara de quem entendeu TUDO. — Como assim “não voltar mais”, Davi? — Ué… — resmunguei. — Ela some no final de semana. Some. Evapora. Fico aqui sozinho igual um i****a olhando pro teto. Que p***a de lógica é essa? Contratam a mulher pra ficar comigo, e quando mais preciso ela desaparece

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