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842 Palavras

— Pega leve, hein? — ela falou — E me diz pra onde cê vai. Eu dei de ombros. — Não sei. Vou dar um rolê. Ver gente. Ver a rua. Qualquer coisa que não seja ficar preso dentro daquela casa. Ela respirou fundo, emocionada. — Quer que eu vá com você? — Não precisa, mãe. — falei, ligando o som. — Se eu precisar, eu te ligo. — Eu vou ficar de olho no telefone! — ela insistiu. Eu sorri, um sorriso diferente, sincero. — Eu sei, mãe. Fechei a porta. Foi só eu ficar sozinho dentro do carro que a realidade bateu. Forte. Eu respirei fundo, colocando a mão no adaptador que controlava acelerador e freio. Mexi devagar, testando o movimento. O carro reagiu suave, obediente, firme. Meu coração bateu forte. Muito forte. Liguei o motor. O ronco tomou conta do espaço e p***a. Meu olho ardeu na hora.

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