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733 Palavras

Enquanto ele pagava a conta e se despedia das mulheres, eu já tava me afastando com a cadeira, sem olhar pra ninguém, sem falar nada, só indo embora igual um touro prestes a enfiar o chifre em alguém. Tava com vontade de quebrar aquela mesa inteira. Fomos em silêncio até o carro. Eu empurrando a cadeira rápido, Fábio vindo atrás. Quando chegamos, falei: — Cadê teu carro? — Vou contigo no teu. — ele respondeu rápido. — O meu fica aí. Amanhã eu volto pra buscar, ou daqui a pouco, tanto faz. Eu não discuti. Abri a porta, tirei a cadeira, comecei a desmontar automático — quando o celular vibrou na minha mão. Outra notificação. Dela. Eu abri. E quase quebrei o telefone. A foto dela no camarote. Encostada na grade. Gin na mão, guarda-chuvinha, fruta, gelo. Aquela boca carnuda que eu

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