DAV I N A R R A N D O Eu fiquei olhando pra Isabela beber a tal da água cara como se estivesse experimentando ouro líquido e, sem querer, comecei a rir sozinho. Não aquele riso debochado que eu costumava dar quando alguém falava merda… era outro. Era um riso que eu soltava sem perceber, tipo quando você é pego de surpresa por alguma coisa que faz bem sem você esperar. Ela tinha esse poder em mim. Me fazia rir como se eu fosse um i****a. Como se eu fosse um cara normal. Como se eu não tivesse o peso de uma empresa inteira nas costas. E eu fiquei olhando ela ali, segurando a garrafa com um brilho no olho que eu nunca vi em ninguém dentro daquela empresa. Como se só o fato de beber aquela água já fosse emocionante pra ela. E aquilo, de forma bem escrota, mexia comigo. — Você é engraçada

