— Tu sabe dirigir? — ele perguntou do nada, com aquele tom despreocupado. — Sei. — respondi, simples. Ele virou o rosto pra mim, curioso de verdade. — Desde quando? — Desde os dezoito. — dei de ombros. — Minha mãe cismou que eu tinha que ser independente. Juntou tudo que podia, fez mil sacrifícios e pagou minha autoescola. Falou assim: carro eu não sei quando você vai ter, mas carteira você vai ter. Ele soltou uma risada gostosa, daquelas que enchem o carro. — Sua mãe é inteligente pra c*****o. — Ela é demais. — falei com orgulho, sentindo aquele quentinho no peito. O caminho até a casa dele foi rápido demais pro tanto de coisa que passava na minha cabeça. Quando o portão abriu e o carro entrou, meu estômago já deu aquela revirada conhecida. Casa grande, imponente, tudo do jeito qu

