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1346 Palavras

DAVI NARRANDO Eu não sabia onde enfiar a cara.Eu tava ali, largado na cama, completamente entregue, completamente mole, completamente vulnerável e era como se o meu corpo ainda estivesse tentando entender o que tinha acabado de acontecer. Eu nem lembrava como era sentir algo assim. Há meses, desde o acidente, eu era praticamente um morto-vivo da cintura pra baixo. Nem beijar, eu beijava. Nem tocar, eu deixava. E agora… Agora eu tava ali, com a respiração falhando, o peito subindo e descendo rápido, como se eu tivesse corrido uma maratona, e com uma sensação que eu nem reconhecia mais: vontade. Vida. t***o. E tudo isso… por causa dela. Ela ainda tava ali perto de mim, arrumando a respiração, com o rosto quente, os lábios inchados, e aquele olhar que desmontava qualquer armadura que eu j

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