Voltei a massagear as pernas dele, com ainda mais cuidado, ainda mais atenção. Fiquei ali, acordada, vigiando cada reação, cada suspiro, cada movimento. Por dentro, eu já sabia: aquela noite não era só uma dor. Era o começo de alguma coisa. E fosse o que fosse, eu não ia sair do lado dele. Nem pra brigar, nem pra cuidar, nem pra levar pela mão até onde ele não quisesse ir sozinho. Eu continuei ali, com as mãos firmes nas pernas dele, massageando devagar, sentindo a pele quente, tentando perceber qualquer reação diferente. O silêncio do quarto era cortado só pela respiração pesada dele e pelo ar-condicionado baixo demais pra aquela madrugada. — Tá passando? — perguntei, olhando pra cara dele. Ele respirou fundo, fechou os olhos por um segundo. — Mais ou menos… Eu parei na hora. Largue

