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1519 Palavras

ISABELA NARRANDO Acordei como se tivesse levado um chute no espírito. Dei um pulo tão grande na cadeira de descanso que até a coberta escorregou do meu ombro. O coração veio parar na minha garganta sem nem pedir licença. — MEU DEUS… — minha voz saiu trêmula, embolada. — MEU DEUS, QUE HORAS SÃO? QUE HORAS SÃO, PELO AMOR DE DEUS?! Fui levantar rápido demais, a perna enroscou na coberta, e PÁ — meu celular escorregou da minha mão e caiu no chão de madeira, fazendo um barulho que parecia até tiro. — Ai, NÃO… — me abaixei toda torta, peguei o celular de pressa — NÃO ACREDITO! A tela, que já tava com duas rachaduras de guerra, agora tinha mais umas quatro linhas brancas atravessadas. — Não, não, não… meu Deus, por que comigo? — virei o celular de um lado pro outro, torcendo para que fosse

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