Desliguei. Apertei o celular contra o peito por um instante, como se ele fosse uma tábua de salvação. E então me virei para o Davi. Ele me encarava com a testa franzida, o queixo tenso, aquela postura de quem está prestes a discutir mas não o fez. E eu sabia por quê. Porque, no fundo, ele estava cansado demais pra continuar lutando comigo. E eu estava cansada demais pra permitir que ele se entregasse. A guerra dele agora era minha também. E eu não perderia meu filho assim. Não enquanto eu ainda estivesse em pé. Eu estava firme por fora, mas por dentro… por dentro eu estava ruindo. Entrei no corredor da mansão tentando manter a postura, mas cada passo parecia mais pesado que o outro. Eu sabia que, se ficasse ali no quarto com ele por mais alguns segundos, eu ia desabar. E ele não podia

