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1576 Palavras

Uns dias depois… ISABELA NARRANDO Eu acordei no susto. Não foi despertador, não foi barulho. Foi o jeito que o corpo dele se mexeu diferente do normal, um movimento tenso, contido, como se ele estivesse tentando não me acordar. Abri o olho ainda meio grogue e a primeira coisa que vi foi o rosto do Davi contraído, a testa franzida, a respiração curta demais. — Davi… — chamei baixinho, já sentando na cama. — O que foi? Ele demorou um pouco pra responder. A mão dele apertava o lençol, forte, como se aquilo ajudasse a segurar alguma coisa por dentro. — Não sei… — ele murmurou. — Tá estranho. Meu coração disparou na hora. — Estranho como? — Uma dor… — ele respirou fundo. — Não é dor normal. É tipo… um formigamento. Aqui. — Ele apontou pra região da virilha, meio sem jeito. — E desce pr

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