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660 Palavras

Era como se meu corpo estivesse… respirando de novo. Cada degrau parecia dizer “vai, Helena, agora vai”. Não era milagre, não era cura, não era reversão de tragédia nenhuma — mas era a primeira a******a que o meu filho dava pro mundo desde o acidente. E tudo porque aquela menina entrou na vida dele chutando a porta sem nem perceber. Quando cheguei no andar de baixo, entrei direto no quarto onde estamos mantendo as coisas dele provisoriamente. A porta abriu e o ar estava pesado, abafado, sem luz. De novo ele tinha fechado tudo. Meu coração apertou, mas logo na sequência eu lembrei: ele está lá fora. Ele saiu. Ele deixou sair. Então comecei a arrumar o quarto como mãe faz, mesmo quando o filho já é homem feito. Abri a cortina toda, deixando o sol entrar com força, espantando aquele clima

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