Kelly fez um biquinho de deboche. — Aquela ali não gosta do Davi nem se ele fosse igreja e ela fosse evangélica. Eu gargalhei tão alto que até o vizinho deve ter ouvido. — E antes de ir embora — continuei — ele mandou o motorista me deixar em casa. — Hm… preocupado. — Nada disso. Ele só gosta de mandar. E eu só aceitei porque já tava morta. Kelly apoiou o queixo nas mãos, igual adolescente escutando história proibida. — E aí? Ele mandou mensagem? — Mandou. — Falou o quê? — “Chegou?” Kelly caiu na gargalhada. — Meu Deus, ele é o romântico do Titanic. Eu suspirei, exausta. — Kelly… eu tô com medo real desse trabalho. — Por quê? — Porque aquele homem… é tudo aquilo que dizem mesmo. Difícil. Fechado. Ferido. E eu não sei se eu tenho preparo pra mexer com esse tipo de dor. Kell

