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772 Palavras

E quando ela passou do meu lado, o perfume dela veio suave, doce, fresco. O coração bateu na garganta. E eu juro que quase mandei arrancar o meu do peito, só pra ver se parava de fazer aquilo. Eu tentei continuar sentado ali, fingindo que nada estava acontecendo, mas era impossível. Cada vez que eu piscava, vinha a imagem da Isabela na minha cabeça: a leg colada, o tamanho das coxas, o jeito que aquela roupa moldava tudo que eu nunca tinha reparado direito nela. Eu engolia seco, desviava o olhar, mas era inútil. Meu corpo… estava reagindo. Coisa que não acontecia desde o acidente. Coisa que eu já tinha aceitado que nunca mais ia acontecer. O peito começou a subir e descer rápido. A mesa parecia pequena demais, o ar parecia quente demais. Eu afastei a cadeira ligeiro. — Vai aonde? —

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