Era outra coisa. Outra energia. Outro peso. E aí eu ouvi ele puxando o ar de novo, meio ofegante, como se estivesse segurando mais do que só respiração. Meu coração deu um solavanco tão forte que eu até dei um passo pra trás sem perceber. — Ué… — eu sussurrei, baixinho, quase só pra mim. — Que que tá acontecendo aí dentro…? Eu fiquei parada ali, sem coragem de bater de novo, sem coragem de ir embora. Só ouvindo aquela respiração estranha dele — mais pesada, mais rápida, muito diferente do Davi que eu conhecia nesses dois dias inteiros de convivência. Eu tava sentada ali, encolhida na poltrona do lado da cama, ainda com o iPad dele no colo, mas sem nem olhar mais pra tela. Minha cabeça tava presa naquele silêncio esquisito vindo do banheiro, na respiração dele que eu ouvi por trás da p

