O manobrista veio surgindo pelo canto da vaga, sorrindo, ajeitando o uniforme como se estivesse prestes a me atender igual fazia antes do acidente. — Senhor Davi, quer que eu estacione pra você? Antes que eu abrisse a boca, o Júnior soltou: — Não, meu parceiro. Aqui não. Eu sou o motorista da família. Vou ficar esperando ele aqui mesmo. O manobrista só assentiu e saiu andando, e eu… fiquei olhando pro Júnior como se ele tivesse acabado de me defender numa briga de bar. Mas não falei nada. A Isabela desceu primeiro, dando a volta no carro, e eu fiquei ali, tentando fingir que tava respirando normal. Mentira. Eu tava quase entrando em colapso. As mãos suando, o peito apertando, a cabeça gritando pra voltar pra casa. O Júnior abriu minha porta. A Isabela já tava com a cadeira pronta, a

