— Tu não atende, não responde, não abre mensagem… A gente foi lá na tua casa umas três vezes e você só mandava teu pai dizer que não queria ver ninguém! Eu respirei fundo e tentei parecer normal, mesmo com o peito apertado. — É… tava ocupado — falei, curto. Eles riram. — Ocupado é o c*****o — o Fábio rebateu. — Tu tava enfiado naquele quarto igual um vampiro fugindo da luz, p***a! Eu até tentei rir, mas não saiu. Meu pai cruzou os braços, olhando a cena com aquele ar de “finalmente esse moleque vai acordar pra vida”. Henrique sentou na mesa, apoiando o antebraço: — Ficamos com medo, irmão. Sério. Achamos que você não ia mais querer ver a gente. — Eu só… precisava de um tempo — murmurei, desviando o olhar. Era verdade. Um tempo pra tentar existir de novo. Mas aí — claro — o Fábio

