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1508 Palavras

KELLY NARRANDO A campainha tocou no meio da tarde, bem na hora em que eu tava com o notebook aberto, café do lado, tentando terminar um relatório que já tava atrasado. Estranhei na hora. Eu não esperava ninguém. Levantei meio desconfiada, fui até a porta e olhei pelo olho mágico. Meu estômago deu um leve tranco quando vi quem era. Fábio. Abri a porta só o suficiente pra falar. — Como é que você subiu até aqui? Ele passou a mão pelo cabelo, daquele jeito meio nervoso que eu já conhecia. — Falei com o porteiro que vinha fazer uma surpresa pra você. Fiquei parada, encarando a cara dele, tentando entender o que aquilo significava. — Surpresa? — perguntei seca. — Fábio, o que foi? Aconteceu alguma coisa? Ele respirou fundo, como quem ensaia uma frase há dias. — Posso entrar? A gent

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