Isa - Continuação A Dona Helena me olhou por cima dos óculos, daquele jeito calmo, seguro, como quem já sabe a resposta antes mesmo de perguntar. — E aí? Ele falou o quê? Eu ainda tava com o celular na mão, encarando a tela como se ela fosse piscar de novo. — Falou que… — engoli seco — que se fui eu quem decidiu, então tá decidido. Que a minha palavra é a que vale. A Dona Helena sorriu, satisfeita, quase orgulhosa. — Viu? — disse, tranquila. — Eu te falei. Eu conheço o meu filho. Minha mãe, sentada do outro lado da mesa, arregalou os olhos, meio perdida, meio assustada com tudo aquilo. — Meu Deus… — ela murmurou. — E como é que come essas coisas, minha filha? Eu ri, puxando a cadeira mais pra perto dela. — A gente vai descobrir juntas, mãe. Se a senhora não gostar, é só não come

