QUEM É O HOMEM DA FOTO?

864 Palavras
DIMITRI — Que confusão desgraçada. Você pisou na Daniela sem dó nem piedade e queira deu que aquela perna se salve. — me peguei pensando mais uma vez. Estamos a caminho de casa. — Eu deveria ter pisado na língua dela, só assim ela não mete mais ninguém em problemas. — E nos dedos, para não digitar mais nenhuma besteira. — completei rindo. — Às vezes é difícil esconder quem somos. Sempre resolvemos tudo bem rápido e então precisamos conversar quando queremos simplesmente torturar das piores formas. — Eu te entendo. Deixar a minha arma no carro foi o mais difícil de fazer. — acelerei mais um pouco. — Você acha que agora que a poeira baixou, o seu pai vai te deixar morar comigo? — Não sei. — No fim de semana, o que você acha de irmos até a casa dele? Ela olhou para mim com um ânimo evidente. — Sim! Seria perfeito, Dimi! Estou morrendo de saudades do meu pai. — Você acha que… — pensei em falar sobre a tia Rúbia, mas preferi fazer isso sem Flávia estar ciente. — O que? — Bobagem. Estava lembrando da minha mãe. — menti. A verdade é que eu tenho um plano. Dentro todas as missões que fiz junto a minha família, essa sem dúvidas é a mais difícil de todas, mas se for bem sucedida, será também a mais prazerosa de todas. Quando chegamos em casa, nos instalamos, a nossa empregada deixou tudo limpo e durante a noite fez o jantar. Descansamos durante a tarde e combinei com o Damon de aparecer na sua casa no dia seguinte. Quero saber mais sobre essa nova boate. [...] — Que bom que voltaram! — Olívia abraçou nós dois ao mesmo tempo. — Senti falta do ânimo de vocês. O humor do Damon se confunde com sua mente maléfica e eu fico confusa se rio ou me preocupo sempre que ele solta alguma coisa. — Sabia que o Ares será padre? — contei e ela riu junto conosco. — Eu só estava brincando! — Damon tirou a gravata com uma mão, enquanto a outra carregava um IPad. — Esse aqui é o dono da nova boate. — Já enviou para o Thomas? — Já e pasme, ele reconheceu. É o mesmo homem. — Não pasmo. Já suspeitava. — aproximei a foto. — Explodiu a minha boate para não ter concorrência. Já sabe o que eu vou fazer, né? — Não! Vamos ter certeza de que é ele mesmo. — Thomas chegou na sala todo ensanguentado. — Estou tendo um déjà vu. Um galho e água benta. — minha cunhada saiu apressada pela casa. — Que merda foi essa, Thomas? — Flávia perguntou o que queríamos saber. — Atropelei um animal e tire que tirá-lo da pista. — tirou o blazer e a camisa também. — Você anda transtornado, Thomas! Tem que prestar atenção nas coisas! — Damon se irritou. — Chama o Padre Ares para benzer esse homem. — sugeri e ri junto com Flávia. — Vocês são especialistas em distração, não é? Vamos focar no assunto. Eu tenho mais o que fazer! Tenho uma mulher grávida em casa. — Coitada. — Flávia sussurrou e tomou o IPad da minha mão. — Ei! Eu já vi esse cara! — Onde? — No enterro do tio Giuseppe. Ele me cumprimentou. — Javier Romero. — Thomas pronunciou. — Esse é o nome dele. Me assustei com respingos frios que acertaram o meu rosto. — O que é isso, Olívia? — Flávia se limpou. — Água benta. Toda vez que Thomas aparece aqui, vem com sangue de um monte de gente. Não quero a minha casa assombrada. — jogou no meu irmão. — Juro que se você continuar fazendo isso, eu quebro a sua mão, baranga. — Thomas! É a minha esposa! Está querendo encontrar o nosso pai mais rápido? — Sem mais mortes. — implorei. — Vamos atrás desse Javier Romeu. — Romero. — Thomas corrigiu. — Isso. Vamos na boate dele. Assim que ele admitir, vou matá-lo e atear fogo na boate. Olho por olho e dente por dente. — Eu curto uma tortura. — Damon divergiu. — A morte é pouco para o que ele fez. — Eu decido o que vamos fazer. — nosso irmão mais velho levantou. — Vamos descobrir se é ele mesmo, se for, vamos descobrir se essa família dele é da máfia, se oferece perigo. Porque se for da máfia, será guerra. Precisamos saber onde estamos nos metendo. — Então a depender disso veremos o que vamos fazer com ele? — discordei. — Como acabei de dizer, só precisamos saber onde estamos nos metendo. No fim será tortura e morte mesmo. Basta saber se é só uma pessoa ou mais de uma. Entenderam, jumentos? — Se for ele, eu vou explodir a boate. — não mudei de ideia. Estou com o sangue fervendo. — A tortura é certa. As portas do meu porão estão abertas. — Damon se disponibilizou. — Que história é essa, Damon? — Olívia voltou. — Você sabe que temos duas crianças. Não vai matar ninguém debaixo dessa casa! — Que seja. Vamos vingar o nosso pai.
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