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Uma família para o viúvo

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Sinopse

Dominic, um homem frio, é jogado no turbilhão do seu pior pesadelo. A tragédia que ceifou a vida de sua amada esposa expõe uma verdade c***l e devastadora: ela não estava sozinha, mas sim ao lado de seu irmão, em um brutal caso de traição.

Com o coração dilacerado pelo luto e pela fúria, Dominic agora precisa encarar a responsabilidade de criar sua filha, enquanto tenta desesperadamente processar a perda e o engano. Incapaz de lidar com a dor de forma saudável, ele mergulha em um ciclo vicioso, buscando afogar suas mágoas e anular seus sentimentos através de desejos lascivos e prazeres momentâneos.

Preso entre o passado, o luto não resolvido e a busca por esquecimento, Dominic precisa descobrir se é possível reconstruir a vida quando os alicerces da confiança foram brutalmente destruídos.

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Capítulo 1
[Alguns anos antes…] Aos 35 anos, Dominic não comemorava aniversários, ele apenas contabilizava vitórias, relacionadas a carreira. Era estranho para quem olhava de fora, porque aquele homem, com seu terno caro perfeitamente ajustado, a pele n***a sempre reluzindo sob as luzes de qualquer ambiente e a postura de quem nasceu para comandar, parecia alguém que tinha tudo para celebrar. Mas não, Dominic não celebrava. Ele controlava os gatilhos, as lembranças da infância miserável com a mãe negligente. Controlava pessoas, contratos, destinos, salas inteiras apenas com um levantar de sobrancelha. Nada escapava dele. Nada o surpreendia. E talvez por isso, naquela noite, a boate lotada não significasse absolutamente nada além de mais um cenário onde ele reinaria. A área VIP brilhava, com pessoas lindas e promessas vazias. Era cheia de modelos magérrimas treinadas para sorrir sem sentir nada, influencers que viviam do brilho dos outros, empresários que se escondiam atrás de bebidas caras e do próprio sobrenome. A elite de São Paulo, cuidadosamente filtrada, circulava como se estivesse desfilando para um rei invisível. Naquela noite Dominic estava sentado, indiferente, com uma taça cara nas mãos sentindo o peso de ser como era, um ceo que transformava tudo que tocava em lucro, medo ou admiração. Ele estava entediado e Dominic entediado era um perigo silencioso. O sorriso de predador aparecia só quando ele escolhia uma presa, e naquela noite ele escolheu antes mesmo de perceber que tinha sido igualmente escolhido. No meio da pista, coberta por luzes de néon que alternavam entre violeta e azul, uma moça dançava sozinha, completamente alheia ao resto. Loira, jovem, corpo flexível, expressão livre. Ela tinha algo que incomodava e atraía ao mesmo tempo: audácia. Não era uma beleza cara montada, era uma beleza viva, que queimava no próprio ritmo. Era Martina, 19 anos, a personificação da fome de ascensão. Tinha apenas cinquenta reais amassados na bolsa, salto emprestado, perfume barato e uma ambição que brilhava mais que qualquer luz ali. E por mais que fingisse que estava dançando para si mesma, ela sabia exatamente quem estava no andar de cima. Ela sabia quem ele era. Ela sabia o que queria. E o olhar dela, quando encontrou o dele, deixou claro que iria buscar. Dominic não piscou, ela também não. Foi o flerte mais silencioso e mais barulhento que aquele lugar já testemunhou. Ele levantou a taça, como quem concede permissão para que ela o provoque mais um pouco. Ela sorriu, continuou dançando, mas o corpo mudou, ficou mais lento, mais marcado, mais consciente da própria sensualidade. Dominic inclinou o rosto, intrigado. Não estava acostumado a meninas tão jovens e tão descaradas. A maioria fingia ter muita postura diante dele. Martina não. Martina se oferecia sem se oferecer, deu até tchau. Provocava sem tocar. Dizia “eu te vejo” sem abrir a boca. E isso mexeu com ele. Com um gesto simples, discreto, chamou o segurança, a mostrou e falou. — Traga-a aqui. Martina não esperou o convite completo. Subiu para o VIP como se tivesse nascido no meio deles, como se fosse dona de tudo aquilo. Chegou até ele com a postura perfeita, nem tímida, nem exagerada. Só... consciente do próprio valor, ou do valor que fingia ter. Estendeu a mão com um sorriso de influencer acostumada a aparentar mais do que realmente tinha. — Martina — disse, suave. — Estudante de direito. E entrei de penetra. Ele a analisou como se estivesse lendo um contrato, reparou no cabelo loiro claro longo, na maquiagem impecável marcante. — Dominic, formado em administração. Não que seja do seu interesse. Vim comemorar o meu aniversário. Ela o abraçou espontaneamente parabenizando, ele começou a rir do jeito dela, notou que era "humilde", ofereceu um drink. Ela recusou a bebida cara, alegando manter o “corpo fitness”. Ele arqueou a sobrancelha, dizendo que não ia batizar o copo dela. Ela sustentou o olhar, dizendo que não tinha pensado naquilo, mas brincou dizendo que era possível, pediu uma água, começou a fazer perguntas sobre a faculdade. Ele se interessou muito, pela personalidade dela. Dominic não gostava de obstáculos, mas adorava desafios. E Martina era exatamente isso: um desafio embalado em perfume doce barato e unhas recém-feitas demais para quem dizia ser tão disciplinada. Ela era contraditória. Ambiciosa. Descaradamente consciente da própria juventude e imaturidade.

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