Capítulo 6

2288 Palavras
AMANDA Acredito que passei pelo menos uma hora tremendo de nervosismo depois de sentir as mãos daquele homem percorrendo meu corpo. Samuel terminou de aplicar o protetor solar em mim e foi embora como se nada tivesse acontecido. Ele me deixou tonta, perdida, descansando em cima das nuvens, com mil pensamentos excitantes, com as pernas como gelatinas e com uma excitação que não vai diminuir a menos que eu seja tocada. Às vezes tenho a sensação de que ele sabe o que causa em mim, que brinca com minha mente e com o desejo que tenho por ele. Ele tocou em certas partes do meu corpo por mais tempo do que deveria, viu mais do que devia e em várias ocasiões o ouvi xingar. Não fui a única afetada pela proximidade e o "favor" que ele me fez. Que ele me faça outro favor e não apenas esse. Meu Deus, que calor. Não aguento mais e me jogo na piscina para refrescar meu corpo, preciso de algo que alivie o calor que estou sentindo. Mergulho na água fria e fico lá por alguns segundos, até subir à superfície e ver Kate nadando ao meu redor, falando de coisas que não faço ideia, porque não prestei atenção nela em nenhum momento. Sou uma péssima amiga, ela falando empolgada sobre sei lá o que, e eu pensando em como levar o irmão dela para a cama. Neguei com a cabeça e mergulhei novamente para gritar o quão louca estou. Preciso parar de ter esses pensamentos pervertidos e impuros, eles me fazem fantasiar coisas que nunca acontecerão, preciso colocar os pés no chão. Subo rapidamente à superfície e respiro com força, pois fiquei debaixo d'água por mais tempo do que deveria e estava ficando sem ar. Começo a tossir ao engolir um pouco de água; Kate chega ao meu lado preocupada. ― Está bem? Precisa de algo? ― ela pergunta e eu n**o com a cabeça, estou bem. ― Não, n-não se preocupe. E-Eu estou bem ― digo a ela, e ela me olha desconfiada. Kate é louca, egocêntrica e muitas outras coisas, mas sempre foi uma excelente amiga para mim. Nunca poderia reclamar disso em relação a ela. ― Melhor sair por alguns minutos ― ela diz preocupada, e eu adoraria dizer a ela que não é necessário, mas não quero preocupá-la mais do que já está. Então, relutantemente, deixo que ela me ajude a sair da piscina. E quando estamos no meio das escadas, sinto braços fortes me segurarem pela cintura, fazendo uma corrente elétrica percorrer meu corpo, e fixo meu olhar naquela direção. E não é outra pessoa senão Samuel, que está me ajudando. ― O que aconteceu? ― ele pergunta preocupado. ― Não sei, estávamos nadando e, do nada, Amanda saiu debaixo d'água com a respiração alterada e tossindo sem parar ― responde sua irmã, e droga, quero que a terra me engula. Não consegui nem gritar em paz debaixo d'água. Que vergonha. ― Está bem? ― Samuel pergunta olhando detalhadamente para mim, não sei se é porque está aproveitando a oportunidade ou se procura evidências de algo em meu corpo sobre o que aconteceu. Assinto com a cabeça, pois as palavras não saem. Ambos, com um cuidado que considero exagerado, me levam à espreguiçadeira que eu estava antes de fazer esse papelão e me deixam sentada. Kate corre para pegar uma toalha e me enrola com ela. ― Obrigada ― eu digo e ela sorri gentilmente. ― O que aconteceu com você? ― minha amiga pergunta, e eu não sei o que diabos dizer, não posso dizer "ei, eu estava pensando em como despir seu irmão e, sem perceber, quase me afoguei por ser estúpida", não, definitivamente não posso dizer isso, ela me mataria instantaneamente. ― Não sei... hm, estava nadando debaixo d'água quando... ― dou uma rápida olhada em Samuel, que está de braços cruzados me olhando com aqueles olhos tão intimidadores ― ...quando vi algo que me assustou e engoli água, é, fiquei muito assustada ― digo e evito o olhar de ambos. Não quero que percebam minha mentira estúpida e boba. ― O bom é que você está bem e não aconteceu nada mais grave ― diz Kate, levantando-se e indo em direção à sua espreguiçadeira para se deitar nela. Começo a me secar como deveria quando sinto a presença de Samuel ainda de pé ao meu lado direito, olhando para mim com intensidade. Levanto os olhos lentamente e o encaro, ele me intimida e não posso negar isso. ― E-Está... tudo bem? ― pergunto com a voz trêmula. Por favor, vá embora. Você sabe muito bem que não quer isso... ― Hmm, sim... tudo bem, me avise se precisar de algo, estarei no meu escritório ― solta Samuel, que me dá um último olhar e vai embora para dentro da casa. Vejo-o se afastar e solto o suspiro que estava segurando, fecho os olhos e permito-me relaxar. ― Você quer sair esta noite? ― Kate pergunta, e eu a olho por alguns segundos pensando no que fazer. Até que, no final, concordo com sua pergunta, sim, preciso sair daqui ou vou enlouquecer ou me atirar para cima de Samuel, cometendo assim uma grande imprudência. ― Sim, vamos sair. Preciso de álcool no meu organismo ― digo e ela começa a pular e gritar de empolgação. Bem, veremos o que nos aguarda esta noite, mas se for uma saída com a mais nova dos Stoll, com certeza não significa nada de bom ou tranquilo. E como eu previ, as coisas estão saindo do controle mais do que eu queria. Eu tenho consumido álcool com moderação porque também não quero enlouquecer; uma de nós duas precisa ser a mulher madura que nos mantém vivas. Já que Kate, literalmente, está tão bêbada que está praticamente transando com um cara na pista de dança. Eu a observo atentamente e balanço a cabeça, pois não consigo entender o propósito de beber até esse nível. Tudo bem que ela aproveite sua juventude e sexualidade como quiser, mas chegar ao ponto de se expor ou não saber o que vai acontecer depois? Não consigo compreender. Não vejo diversão em ficar tão bêbada a ponto de não se lembrar depois. Bebo do meu copo e me levanto para ir ao banheiro; preciso me recompor por alguns minutos ou acabarei como ela em pouco tempo. Estou tonta, mas ainda consigo me controlar. Deixo uma de nossas amigas no comando da mesa e de nossas coisas enquanto me afasto; ela apenas assente em resposta. Começo a caminhar pelo local lotado de pessoas, todas bêbadas, suadas e aproveitando ao máximo. Sorrio quando algumas pessoas fazem movimentos de dança exagerados para que eu me junte a eles, mas eu apenas n**o com um sorriso e sigo meu caminho. Mas do nada, eu noto um casal dançando de forma muito sensual para o local em que estamos; vejo o cara apalpando completamente a mulher, colocando as mãos por baixo do vestido dela e apertando suas nádegas, o que faz eu cruzar as pernas pelo que isso me causou. Merda, que sexy. Mordo meu lábio inferior, observando-os atentamente. Porra, como eu gostaria de ser ela em momentos assim, queria que me tocassem dessa forma ou me beijassem com tanta intensidade. Enquanto eu estava fantasiando, do nada o cara que está se divertindo na pista de dança me olha e sorri, e p**a merda, eu fico congelada olhando para ele, a boca seca e os olhos se abrem bem pela surpresa. É o Samuel, que ao me ver continua dançando, beijando e tocando a mulher diante do meu olhar perplexo como se nada estivesse acontecendo. Ele sorri com lascívia e é nesse momento que saio do meu transe e vou diretamente e o mais rápido possível para o banheiro, onde me tranco na primeira cabine vazia que vejo. Tento controlar minha respiração, fecho os olhos tentando evitar que as imagens recentes venham à minha mente, mas droga, não consigo evitar, pois foi terrivelmente excitante. A forma como ele a tocava, beijava e desejava; eu, claro, queria ser aquela garota. Droga! Abano-me com a mão, toco certas partes do meu corpo imaginando que é ele, fecho os olhos e me perco no prazer de recriar minhas fantasias, mesmo que seja comigo mesma, mas uma batida na minha porta me tira do meu devaneio. ― Já... já vou! ― grito para quem quer que tenha me interrompido, faço o que preciso fazer, saio e molho meu rosto e pescoço com água fria, e imediatamente me sinto melhor. Enquanto minha respiração volta ao normal e não me sinto mais tão excitada, embora minha calcinha diga o contrário. ― Ufa, eu precisava disso ― digo, e a mulher ao meu lado sorri. Se ela soubesse por que eu disse isso, não sorriria desse jeito. Mas decido terminar com o meu momento de relaxamento e volto para nossa mesa, e sem poder evitar, quando estou passando pelo local onde vi o Samuel dançando, meus olhos o procuram de forma desesperada, e não sei por que faço isso, não deveria. Mas aqui estou, como uma i****a procurando por um homem que me deixa mais excitada do que o sol de verão. ― Estava me procurando? ― sua voz se faz presente, e o arrepio em meu corpo também. Merda, fui pega... ― Não, n-não, por que... deveria? ― digo, evitando mostrar meu nervosismo, mas foi impossível, tremo como gelatina e mais quando sinto suas mãos tocarem com as pontas dos dedos os meus braços. Ouço ele soltar uma risadinha que vai direto para o meu centro, umedecendo minha calcinha. Fecho os olhos e me perco em sua proximidade, no calor que seu corpo robusto e delicioso transmite; como sinto sua respiração quente em meu pescoço, onde ele deixa um beijo suave fazendo minha boca salivar. ― Você está bem? ― ele pergunta com sua voz rouca e sexy. ― S-Sim, eu estou... ― digo como posso, mas quem estou querendo enganar, nem eu mesma acredito nessa bobagem ―... e você? ― me atrevo a perguntar. Estou pronta para pular em cima dele, tê-lo e montá-lo como uma selvagem! ― Oh, eu estou mais do que bem e ainda mais... agora ― ele diz e desliza suas mãos pela minha barriga, tocando-a com suavidade e um simples roçar. Santa virgem dos abdomens! Fico em silêncio, analiso suas palavras, as quais levam um momento para eu analisar, processar e entender, mas tudo vai para o inferno quando sinto algo duro roçando minha b***a. Abro os olhos com força ao saber o que é, e santo Cristo, não acredito que vou aguentar muito mais tempo; isso é muita tortura para o meu corpo fraco e e******o. ― Sei o que você quer, Amanda ― ele diz em meu ouvido, para depois morder o lóbulo da minha orelha e deixar um beijo quente e suave na curva do meu pescoço. Solto a respiração que já não conseguia mais conter. Suas mãos em minha barriga se fazem novamente presentes, mas agora me seguram firmemente por ali, pressionando minhas costas em seu peito duro, o que me faz soltar um gemido de surpresa. ― Não sei... não sei do que você está falando ― solto as palavras com dificuldade. ― Ah, você sabe muito bem ― diz acariciando o meu pescoço com seu nariz. Droga, esqueci até de respirar! ― Eu não... não sei do que está falando, Samuel ― solto melhor do que antes, mas essa pouca confiança que adquiri um segundo atrás, perco imediatamente ao ouvi-lo rosnar. Maldição, que sexy... ― Chega, Amanda! ― fala, me virando completamente, ficando cara a cara comigo, e se antes a posição em que estávamos parecia uma tortura, a atual... é muito pior. Seu peito está pressionado nos meus s***s, e posso sentir o quanto meus m*****s estão duros, fazendo com que ele também os sinta, pois morde os lábios e abaixa o olhar para o meu decote. ― Hmmm ― solta depois de um grunhido, enquanto lambe os lábios, e então morde o inferior. Ele levanta o olhar e o fixa em mim, fazendo com que esses malditos olhos me deixem parecendo uma boba imediatamente. ― Posso ver e sentir como você se excita, Amanda, como seu corpo é atraído pelo meu... ― solta um grunhido ― ...mas acredite quando digo que não sou o que você procura, não sou o que você quer e, acima de tudo... ― diz e aproxima seu rosto do meu, ficando a apenas centímetros de distância ― ...você não pode ficar comigo sem cair nas trevas, nas perversões. Não sou bom para você, Amanda, você não aguentaria ― diz com um sussurro rouco por fim. Engulo em seco. Não desvio meu olhar do dele. Não deixarei me intimidar pelo que acabou de dizer, porque sendo honesta, me sinto mais excitada do que nunca com suas palavras. ― Você não sabe o que eu quero... ― me atrevo a responder, mas ele apenas sorri de lado e umedece minha calcinha ― ... e muito menos o que eu posso ou não aguentar, Samuel ― digo confiante, mas aparentemente ele não pensa da mesma forma que eu. ― Você não faz ideia do que está falando, seja uma boa garota e não persiga algo que pode te destruir... ― diz aproximando seus lábios dos meus, dando-lhes um simples roçar que me dá mil anos de vida. Nosso entorno desaparece, mas se torna mais presente do que nunca, quando Samuel se afasta de mim e se perde na multidão. Vejo ele desaparecer, seu largo dorso se perdendo no mar de pessoas e meu coração batendo descompassado pelo que acabou de acontecer. Merda! Aquilo foi demasiadamente sensual...
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