AMANDA
Ficamos conversando por vários minutos a mais, até que considerei que foi tentação suficiente para o meu primeiro dia de férias, o que nem mesmo queria pensar. Pois, se assim foi o meu primeiro dia, não quero nem imaginar como serão os seguintes, uma completa e deliciosa tortura.
Me despedi dele, mas não sem antes deixar limpo o que eu havia utilizado e depois, com uma despedida suave e rápida, fui para o meu quarto.
Onde pelo menos levei mais uma hora para conseguir adormecer; ao fechar os olhos, a única coisa que via era ele, o delicioso deus grego dono da cama que estou usando e da umidade que tenho entre as pernas.
Tive que me bater mentalmente para parar de pensar nele e me concentrar no que eu precisava naquele momento, que era dormir profundamente para eliminar tudo o que estava sentindo, e assim aconteceu; minutos depois, consegui adormecer descansando a minha pobre e inquieta mente.
O dia amanheceu, e minha vontade de sair do quarto não apareceu. Eu realmente não queria sair daqui porque sabia que o veria ou, pelo menos, era isso que esperava.
Apesar de que sendo um homem de negócios tão ocupado quanto ele, talvez nem mesmo estivesse em casa.
E com esse pensamento em mente, levantei com um ânimo melhor e tomei um relaxante banho, o que despertou minha mente e corpo e afastou qualquer pensamento r**m da minha cabeça.
Vesti um vestido florido que não ajusta muito ao meu corpo, mas que é um pouco curto, ficando três dedos abaixo do meu traseiro. Como não tenho intenção de sair e estou com a ideia de aproveitar a piscina durante todo o dia, não me importa.
Coloco meu traje de banho por baixo, aplico uma maquiagem suave, bastante leve, sandálias e o cabelo preso em um r**o de cavalo alto, deixando algumas mechas caírem pelo meu rosto.
Com um sorriso ao me ver no espelho pela última vez, saio em direção ao primeiro andar, não antes de ver como está Kate.
Entro no seu quarto e a vejo dormindo profundamente. A ressaca que deve ter ou terá ao acordar será monumental. Então, com um sorriso divertido no rosto, desço até o primeiro andar.
Apenas coloco um pé e vejo várias pessoas no local, todas da limpeza da casa.
Cumprimento todos com educação. Eu não sou melhor do que eles, então todos merecem o cumprimento, mesmo que Kate não entenda isso sempre.
Avanço pela grande sala de estar e vou direto para a cozinha. Estou com fome e quero comer para começar o meu dia da melhor maneira.
― Bom dia ― cumprimento entusiasmada, mas fico parada quando vejo Samuel sentado na bancada tomando café enquanto lê o jornal.
Ele para o que estava fazendo, abaixa o jornal e me lança um olhar que me arrepia.
― Amanda, bom dia ― diz com aquela voz rouca que me provoca mil pensamentos perversos por segundos e acompanhada de um sorriso que me faz suspirar.
― Samuel ― apenas respondo. Ele sorri, acena com a cabeça e volta a beber de sua xícara e ler as notícias ou o que quer que ele esteja fazendo.
Com as pernas trêmulas e tentando reagir e lembrar do que vim fazer, dou um passo e sou interrompida por uma senhora gentil.
― Senhorita, sente-se, eu a sirvo ― ela me diz com delicadeza. Pestanejo na sua direção, reagindo instantaneamente.
― Não, não é necessário. Eu posso me servir, tenho boas mãos ― digo como uma brincadeira no final, e ela sorri divertida.
― Eu sei, e muito bonitas, mas deixe-me servi-la ― ela solta com carinho, e não tenho escolha senão concordar com seu pedido.
― Tudo bem, mas da próxima vez eu te ajudo ― digo, e ela aperta suavemente meu braço esquerdo.
Me viro e me sento no primeiro banquinho que vejo disponível, verifico meu telefone que toca com uma notificação de mensagem enquanto meu café da manhã é servido.
Apenas se ouvem os movimentos que a gentil senhora faz ao preparar minha comida.
― Eu não mordo, sabia? ― ouço a voz de Samuel que me arrepia por completo. Pisco e levanto meu olhar em sua direção e o olho sem entender nada.
― O quê? ― solto confusa sobre o que ele quis dizer, embora percebendo suas palavras, não me importaria se ele mordesse.
Engulo em seco diante do caminho que minha mente está tomando mais uma vez.
― Que não mordo... ― ele solta com um sorriso e apontando para o lugar em que estou ― ...você está do outro lado da mesa ― diz e percebo o que ele quer dizer.
― Eu, eu sinto muito, não percebi, apenas me... sentei ― digo com vergonha estampada em meu rosto. Não foi de propósito, embora agradeça, não acho que conseguiria comer se ele estivesse muito perto.
Samuel sorri, mas concorda com a cabeça e continua fazendo o que estava fazendo.
― Bem, então espero sua companhia mais perto amanhã... ― diz, e começo a fantasiar com suas palavras novamente ― ...será agradável poder compartilhar deste momento com alguém mais ― diz, e algo em mim se agita.
Pois, me lembra o tamanho do lugar e a vida solitária que ele deve levar. Qualquer um se sentiria sozinho se estivesse dentro dessas paredes, e ele não é exceção, embora seja sua decisão viver aqui e dessa maneira. Ele sorriu para mim com sinceridade e carinho, e é impossível para mim recusar aquele convite.
― Sem problemas, a partir de amanhã serei a "mosca no seu café da manhã" ― eu solto, e os três presentes no lugar riem ― ... e mesmo que você mordesse, eu não me importaria ― digo, pegando o meu copo de suco, mas parando no meio do caminho quando percebo o que acabei de dizer.
Desvio o olhar para frente, evitando olhar na direção dele; arregalo meus olhos ao extremo, minhas mãos tremem, começo a suar e engolir lentamente o líquido que consegui beber.
O lugar ficou em silêncio. Se alguém jogasse um alfinete no chão, poderia ser ouvido em todo o lugar por conta da tensão e desconforto que ficaram depois das minhas palavras não pensadas.
Maldição, eu e minha boca!
― Eu... ― tento dizer algo, mas Kate entra na cozinha, salvando o momento e minha gafe.
Solto o ar que estava segurando e lanço um rápido olhar para Samuel, que está sentado no outro canto da ilha, e vejo que ele está me encarando intensamente com uma expressão que não sei como definir e olhos completamente escurecidos, nublados em algo que prefiro não dizer.
― Droga, estou com dor de cabeça! ― diz Kate, sentando-se no meio da ilha.
Eu afasto meus olhos daquele homem tentador e me concentro em comer, embora neste momento meu apetite tenha decidido me abandonar por ser estúpida.
― Festa boa? ― pergunta Samuel sem parar de me olhar, o que me deixa nervosa.
― Hmm ― resmunga a irmã dele, e ele balança a cabeça.
― Sabe, nem tudo são festas e álcool, Katherine ― ele repreende, e eu me concentro no meu prato, não olhando para eles. Não quero participar dessas conversas porque acho que ele está certo.
― Não comece, não estou com paciência para seus sermões, Samuel. Sou jovem e tenho direito de me divertir ― solta Kate com uma careta e devorando seus waffles, deixando o assunto por aí, mas não sei se seu irmão está disposto a seguir o mesmo caminho que ela, especialmente quando vejo como ele endurece a expressão e lhe lança um olhar irritado.
― Não são sermões, pirralha, estou tentando te ajudar para que você não arruíne sua vida com esses malditos exageros ― diz irritado, e eu bebo do meu copo.
― Como se você nunca tivesse sido jovem, Samuel! Tenho certeza de que você foi pior que eu naquela época ― diz sua irmã em resposta, com um sorriso malicioso.
Samuel não diz nada, apenas fica em silêncio e se levanta.
― Estarei no escritório trabalhando, caso precisem de algo. Amanda, Kate, aproveitem a manhã de vocês ― diz e vejo-o desaparecer com aquele corpo que me faz ter mil orgasmos apenas imaginando-o em cima do meu.
Solto um suspiro quando sua maravilhosa presença já não está presente e, em seu lugar, fica a energia negativa de sua irmã, que considero muito grosseira com ele.
Sei que eles têm uma diferença de 20 anos, mas ele é o irmão mais velho dela, ela deve respeitá-lo pelo menos nisso, e ainda mais quando ele só quer cuidar dela, mas Kate não consegue entender isso.
― Ele é um amargurado ― diz minha amiga, fazendo-me focar minha atenção nela.
― Não é, ele apenas disse a verdade ― defendo-o ― você está levando a festa e o consumo de álcool a um nível que não é saudável ― solto irritada, porque eu já repeti isso para ela várias vezes.
― Não me encha você também, são farinha do mesmo saco ― diz ela, e eu balanço a cabeça.
― Só estamos cuidando de você, Kate ― digo, e ela solta um grunhido insatisfeita com o repreendimento de nós dois, joga o guardanapo na mesa com raiva e se levanta de um salto.
― Perdi o apetite, nos vemos mais tarde ― diz e sai sem dizer mais nada.
Vejo-a sair do lugar mais do que irritada, e sinto muito por ela, mas direi a ela o que penso todas as vezes que forem necessárias, mesmo que ela não goste.
― O senhor está preocupado com ela, os pais dele ligam constantemente por conta da senhorita. Você sabe que ela está levando isso a um nível excessivo e eles não sabem mais o que fazer ― diz a amável senhora cujo nome eu não faço ideia.
― Eu sei, eles também ligam constantemente para mim, ou eu para eles. Sou a amiga dela, quero ajudá-la a sair disso, mas ela não me ouve, e sendo honesta, duvido que Samuel vá conseguir algo com Kate ― digo, e ela assente com tristeza ― esperemos que este verão sirva para algo ― solto, e ela sorri com ternura.
― Esperemos que sim, e a propósito, meu nome é Glória ― diz, e agradeço aquela informação.
― E eu sou Amanda, prazer ― devolvo a saudação e apresentação com um sorriso caloroso.
O resto da manhã passa sem novidades, não vejo Kate novamente, nem mesmo por acidente, provavelmente ela voltou para o seu quarto para dormir.
Eu estou na varanda, em frente à piscina, lendo um livro que está me entretendo muito, é um livro erótico e é impossível parar de lê-lo, já estou no segundo volume.
É simplesmente viciante, deixando-me concentrada ao máximo.
“Miguel a empurra novamente sobre o capô. Ele abre as pernas dela e coloca a boca em sua i********e. Ai, meu Deus! Mas o que estou testemunhando aqui? Minha chefe, dona Certinha, solta um gemido e eu cubro os olhos. Mas a curiosidade, a excitação, ou seja lá o que for, me domina, e eu os destapo novamente. Sem piscar, vejo como ele, depois de lamber os lábios, se afasta um pouco dela e penetra com um dedo, depois dois e, ao se levantar, agarra seus cabelos escuros e puxa enquanto movimenta seus dedos com um ritmo que, vamos admitir, faria qualquer pessoa suspirar.
—Sim! — ouço minha chefe gemendo.”
Respiro com dificuldade.
Vou desmaiar.
Que calor!
― Vamos para a piscina? ― diz Kate me assustando e fazendo eu soltar um grito, deixando meu coração no teto.
― Droga, Kate! ― repreendo e ela sorri.
― Ainda está lendo isso? Pensei que já tinha terminado ou é mais de um livro? ― pergunta e eu assinto.
― Sim, é mais de um volume e sim, vamos para a piscina, está calor – digo, ainda mais depois de ler aquela cena.
Acho que não devo ler esse livro enquanto estiver nesta casa com um homem que eleva as mil minhas fantasias eróticas e sexuais.
― Você pode me ajudar com o protetor solar? ― digo para Kate e ela assente.
Levanto-me, deixando todas as minhas coisas na espreguiçadeira e me aproximo da piscina onde ela está para me ajudar, mas justo quando estou prestes a tirar meu vestido, sinto como uma presença atrás de mim, com a qual estou me acostumando rápido demais, entra na área onde estamos.
― Calor? ― não sei por que todas as palavras que ele solta me provocam de uma maneira que não é normal, que não é saudável.
Fecho os olhos e apenas assinto, estou dura como uma pedra na mesma posição, nem mesmo me atrevo a respirar.
― Sim, eu e Amanda vamos aproveitar a piscina pelo resto da tarde ― solta sua irmã como se nada mais importasse e se joga na piscina.
― Me parece uma boa ideia ― Samuel diz, arrepiando minha pele quando sinto que dá um passo em minha direção.
― Você poderia ajudá-la... ― Kate diz e eu abro os olhos ao máximo, entendendo o que ela vai dizer. Com meus olhos tento dizer que não, mas ela nem percebe ―... ela precisa de ajuda para aplicar o protetor solar, você poderia ajudá-la, Sami? ― solta Kate fazendo meu peito bater apavorado, com medo, nervosismo e emoção.
Meu Deus!
Por que essas coisas acontecem comigo?
Que ele se recuse, por favor, que faça isso...
― Sem problemas... ― diz Samuel terminando de se aproximar de mim. Vejo como seu braço esquerdo envolve o meu corpo e se aproxima de minha barriga. Meu pulso está acelerado, meu coração não aguenta mais os mil batimentos por segundo e minha ansiedade está me dominando.
E não vou nem falar sobre a umidade que tenho entre as pernas, estou prestes a me transformar em uma poça diante de sua presença.
Não sei o que ele está fazendo, não sei por que está tão perto de mim, sinto sua pele contra a minha, seu hálito quente em meu pescoço e para completar, sua mão tocando a minha suavemente, arrepiando até minha alma.
Engulo em seco diante do que está acontecendo.
Ele tira algo de minhas mãos e abro os olhos, que eu nem sabia que estavam fechados, e vejo que é o maldito protetor solar.
E assim que os abri, vi os olhos de Samuel na minha frente; me olhando com diversão, sensualidade e perversão.
― Preciso disso... ― diz apontando para o frasco e eu assinto como uma i****a, pedindo mentalmente para a terra me engolir e me cuspir onde quiser, mas longe daqui.
Senhor, dê-me paciência e forças para não cair em tentação.
Eu te peço, por favor...