— É isso que tu sabe fazer, né, seu bosta? Queimar homem acorrentado. Isso é tua cara. Isso é o que tu é. — falei, com a voz rouca, mas firme, encarando ele como se eu fosse o predador ali. Ele encostou de novo. Queimou meu braço, acima do cotovelo. Outra bolha. Outro cheiro de carne viva. Outro momento que eu aguentei sem um som, mesmo com o corpo estremecendo. — Vai continuar fingindo que é dono do mundo até quando, seu merda? Tu não manda nem na tua própria consciência. Tu é um traidor. E não importa se tu me mata aqui ou não. Porque a tua cabeça já tá jurada. E tu sabe disso. O que tu fez não tem volta. E o comando não vai esquecer. E nem perdoar. Fuscão rangeu os dentes. Ele sabia. Sabia que por mais que ele me machucasse ali, no escuro, acorrentado, ele não ia conseguir apagar a v

