Eu não pensei. Eu corri. Corri com tudo que restava em mim, tropeçando nas próprias pernas, mas sem parar. E ele veio correndo também, com o olhar arregalado, a respiração descompassada, os braços abertos. — Você tá bem? Você tá bem?! — ele gritava, me agarrando no meio do pátio, me puxando, me apertando, passando as mãos pelo meu rosto, meus ombros, meu cabelo. — Deixa eu te ver… olha pra mim… você tá ferida? Tá machucada? — Você tá machucado, Zé? — perguntei no mesmo desespero, analisando ele da cabeça aos pés. — meu Deus você tomou um tiro, olha esse ombro, meu Deus — eu falo aflita e ele n**a rapidamente — Não… tô bem, tô ótimo. Só de ver que você tá bem, que não aconteceu nada com você… eu tô aliviado. Eu tô inteiro agora. — ele me apertou mais forte. Me beijou o pescoço, o rosto

