Levantei meio me arrastando, num ritmo bem mais lento do que eu gostaria. Preparei as bolsas com calma — a minha, a dele, a da Sophia — organizando tudo no nosso quarto, com aquela sensação boa de “família pronta pra sair”. Enquanto isso, ouvia lá embaixo o som da risada da Sophia misturado à voz firme e divertida da minha sogra. Elas criaram um laço tão especial que me conforta demais. A verdade é que a Dona Vera praticamente não fica mais aqui; vive na casa do Zé, e a dona Adriana, vulgo minha mãe, agora é quem está mais lá com o Feijão, que decidiu largar tudo definitivamente. Não quer mais pista, não pisou mais no asfalto. tá só vivendo o lado dele com a minha mãe. Uma reviravolta total. Quando terminei tudo, fui tomar um banho. Passei a mão pela minha barriga, senti o peso dela que

