Feijao narrando Subi pro quarto sem pressa, ainda meio zonzo da noite anterior, com o corpo pedindo descanso e a mente fervendo de planos. Tomei um banho rápido, deixei a água quente cair nas costas enquanto tentava organizar a sequência de merda que tinha acontecido desde que saí da cadeia. Vesti uma bermuda de tactel, uma regata preta, passei o desodorante, ajeitei o relógio no pulso e desci. Agora descente pra não tomar esculacho. Assim que botei o pé na escada, já senti o cheiro. Um cheiro quente, aconchegante, cheio de lembrança boa. Era alho dourando na manteiga, café coado na hora, pão fresco, bolo recém-tirado do forno. E ali, no meio daquele cenário de fartura, estava ela. Já tinha tomado conta da cozinha como se fosse dela. Panelas alinhadas, bancada limpa, café servido, me

