— Escuta aqui… — falei entre os dentes, aproximando mais ainda o nosso rosto. — Tu não me conhece. Tu não faz ideia do que eu sou capaz. Se eu te vejo com algum desses cantor, desses pagodeiro, desses macho se roçando em tu… — minha voz já tava grave, saindo do fundo do peito. — Eu não tô nem aí que essa p***a aqui é a casa do Urso. Eu acabo com esse pagode. Eu juro por Deus que eu acabo com essa merda aqui, na frente de todo mundo. Puxei ela mais perto pela cintura, sentindo aquele corpo quente e provocante grudado em mim. E a p***a da mulher não recuou. Fez pior. Agarrou meu rosto com força, enfiando a unha mesmo, do jeito que arranha e marca. Puxou meu rosto até colar a boca no meu ouvido e sussurrou com aquela voz baixa, rouca, cheia de veneno: — Você também não me conhece, bebê… — o

