Ele parou na minha frente, segurou meu rosto com força. — Tu serviu pra isso, Débora. Só pra isso. E eu? Eu, que bati de frente com ele por tua causa, que tentei te salvar dessa p***a, que fui humilhado por amar uma mulher que me trocou na primeira oportunidade? Eu fiquei calado, assistindo tu se arrastar por um cara que ria da tua cara. Mas hoje… hoje chega. O quarto mergulhou num silêncio mortal. Eu só conseguia ouvir meu próprio choro e o som dele tragando aquele maldito cigarro. Ele virou de costas, e antes de sair do quarto, lançou a última bomba: — Se tu sair daqui hoje e voltar pra ele… tu merece. Tu merece cada merda que ele fizer contigo. E eu juro… eu juro que não boto mais a p***a da minha mão no fogo por ti. — Tu tá aí chorando como se fosse vítima. — ele soltou a fumaça e

