Capítulo 165-2

681 Palavras

Me levantei devagar, peguei outro pano e fui até ela. Me aproximei, abaixando um pouco, passando o pano pelas pernas dela, com o rosto bem perto do dela. Devagar. Quase em câmera lenta. — Respingou aqui também… — apontei, a voz rouca, os olhos fixos nos dela. E mesmo que eu não dissesse mais nada… a tensão já dizia tudo. Ela parou. Ficou imóvel por um segundo. Os olhos nos meus. O pano entre os dedos, paralisado na altura da coxa. A respiração dela começou a pesar. E a minha também. — É só vinho, Feijão… — ela murmurou, quase num sussurro. — Mas o efeito é outro. — respondi, minha mão subindo mais um pouco, devagar, como se cada centímetro da pele dela me puxasse pra mais perto. Aquela mulher era fogo e calmaria. Era luta e abrigo. Era o tipo de mulher que não precisava fazer nada pra

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