Capítulo 188-2

890 Palavras

— Olha, fica tranquila… que eu vou fazer teus filhos receberem a notícia da tua morte com muito carinho, tá? Um capricho só. A última homenagem. Ela se debateu, gritou, esperneou como um porco sendo levado pro abate. As mãos presas por enforca-gato, as pernas chutando o nada, a alma já no inferno. E eu me curvei perto do ouvido dela e sussurrei: — Pode ter certeza que eles vão fazer um velório lindo… com a tua cabeça. Porque é só isso que eu vou mandar pra eles. Um presente para os gurgel. A gritaria dela ecoava pelas paredes da boca. Era o tipo de som que não dá pra apagar da memória. Era pânico puro, cru, sem filtro. E cada berro dela só me dava mais certeza de que o recado ia ser dado. O Robson ia sentir. Ia sangrar por dentro. Ia perder tudo. Eu ia fazer ele assistir cada pedaço do

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