— Bora, Fuscão! Tu não tem muito tempo pra decidir! Vai eu e tu resolver essa treta de homem pra homem e ela vai sair daqui do jeito que entrou! Sem um tiro! Ou eu te mato aqui e agora! — o Zé gritou, cuspindo raiva. Ele não blefava. Mas se atirasse, morria. Eu também. Aquilo virou um jogo de nervos. — Vai embora, v***a! Vai embora! — o Fuscão gritou, cuspindo veneno. Minhas mãos tremiam no volante. Eu acelerei de marcha à ré. Mas não porque eu queria. Porque eu precisava. Porque o Zé mandou. Porque ele tava se jogando por mim. Eu chorava. Chorava tanto que m*l enxergava a rua. O carro engasgava. As lágrimas desciam com gosto de sangue e medo. E o coração? O coração gritava no peito. Eu sentia que estava matando ele ao sair dali. Sentia que estava traindo ele. Mas era isso ou perder os

